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Alcolumbre articula apoio para projeto que amplia número de deputados no Senado

Senadores buscam apoio para aprovar aumento de deputados, enquanto 76% da população se opõe à proposta que pode impactar o orçamento.

Mesa Diretora do Senado (Foto: Pedro Ladeira - 1.fev.25/Folhapress)
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O Senado vai votar um projeto de lei que quer aumentar o número de deputados federais de 513 para 531. Essa proposta está gerando muita discussão e a votação, marcada para quarta-feira, é incerta. O relator do projeto, senador Marcelo Castro, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estão tentando garantir apoio para a aprovação, que busca evitar que estados com crescimento populacional fiquem sem representação. Apesar de já ter sido aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta enfrenta resistência, pois 76% da população é contra o aumento. O projeto pode custar R$ 64,6 milhões por ano e, se aprovado, estados como Pará e Santa Catarina ganharão novos deputados, enquanto Alagoas e Rio Grande do Sul perderão cadeiras. A votação pode ser influenciada pelo aumento do quórum, já que muitos senadores estarão disponíveis durante as festas de São João. A proposta é vista como uma resposta ao crescimento populacional, mas ainda há senadores que sugerem alternativas para a divisão entre os estados.

Às vésperas da votação no Senado, um projeto de lei que propõe aumentar o número de deputados federais de 513 para 531 está gerando intensos debates. Senadores afirmam ter conseguido os 41 votos necessários, mas a votação, marcada para quarta-feira (25), é considerada imprevisível.

O relator do projeto, senador Marcelo Castro (MDB-PI), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), têm realizado articulações para garantir apoio. O aumento visa evitar a sub-representação de estados com crescimento populacional, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A pressão por aprovação é intensa, especialmente com o prazo de 30 de junho se aproximando.

A proposta, já aprovada na Câmara dos Deputados, estima um custo adicional de R$ 64,6 milhões por ano, incluindo salários e estrutura para os novos parlamentares. Apesar disso, a pesquisa do Datafolha revela que 76% dos brasileiros são contrários ao aumento. Castro argumenta que a manutenção do número atual de cadeiras prejudicaria estados do Nordeste, como o Piauí, que perderia representantes.

Votação e Implicações

A votação remota, facilitada pela liberação dos senadores durante as festas de São João, pode aumentar o quórum. O projeto foi adiado na semana anterior devido à falta de votos, e a expectativa é que a votação ocorra independentemente do desfecho. Alcolumbre e Castro buscam evitar que o Congresso seja acusado de omissão pelo Judiciário.

Caso a proposta seja aprovada, estados como Pará e Santa Catarina ganharão novos deputados, enquanto Alagoas e Rio Grande do Sul perderão cadeiras. A redistribuição é uma resposta ao crescimento populacional, conforme o último Censo do IBGE. A Câmara dos Deputados, que já aprovou a medida, argumenta que o aumento não impactará o orçamento atual.

Controvérsias e Opiniões

A proposta enfrenta resistência, com senadores como Eduardo Girão (Novo-CE) sugerindo que uma nova divisão entre estados poderia ser uma alternativa. Ele acredita que a população está atenta ao tema e que muitos parlamentares que antes apoiaram a mudança podem mudar de posição.

O debate sobre o aumento de cadeiras na Câmara continua a ser um tema polêmico, refletindo as tensões entre a necessidade de representação e as preocupações com os gastos públicos. A votação desta quarta-feira será um marco importante na definição da composição da Câmara dos Deputados nos próximos anos.

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