O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lançou um programa para ajudar pessoas em situação de pobreza, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa com 51 votos a favor e 14 contra. O programa, que gerou debates sobre sua eficácia e comparações com o Bolsa Família, terá um investimento de R$ 500 milhões. Ele se divide em duas partes: uma que dará R$ 150 mensais a 70 mil famílias que não conseguem trabalhar e outra que ajudará 35 mil famílias com capacitação e geração de emprego. Para participar, as famílias precisam ter uma renda mensal de até meio salário mínimo. A primeira seleção será em áreas com alta vulnerabilidade social. O governo enfrentou críticas sobre a eficácia das medidas e a pressa na aprovação do projeto, especialmente com a possibilidade de Tarcísio concorrer à presidência em 2026.
O programa de superação da pobreza do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado (Alesp) na terça-feira, 24, com 51 votos a favor e 14 contra. A proposta, que visa atender famílias em situação de vulnerabilidade, gerou intensos debates sobre seu caráter eleitoral, especialmente em comparação ao Bolsa Família.
Durante a votação, deputados do PT e PSOL expressaram desconfiança em relação ao projeto, alegando que o texto era vago em relação aos critérios de atendimento e à governança. A líder da minoria, Thainara Faria (PT), utilizou memes para destacar a comparação entre os dois programas, enfatizando a ineficácia do novo projeto. Em resposta, a base governista argumentou que a oposição estava contradizendo suas próprias posições.
O programa, anunciado há cerca de um mês, destina R$ 500 milhões para ações de assistência social, sendo R$ 150 milhões direcionados a iniciativas municipais. Ele se divide em duas trilhas: a trilha da proteção social, que oferece R$ 150 mensais a 70 mil famílias sem condições de empregabilidade, e a trilha da superação, que apoia 35 mil famílias com incentivos para capacitação e geração de emprego.
Os critérios de elegibilidade estabelecem que apenas famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo (aproximadamente R$ 759) poderão se inscrever. A primeira seleção ocorrerá em municípios com alta vulnerabilidade social e baixo PIB. O governo, que possui maioria na Alesp, enfrentou um cronograma apertado devido ao recesso parlamentar, o que acelerou a tramitação do projeto.
Parlamentares criticaram a abordagem econômica do governo, alegando que as medidas visam atacar o governo Lula sem resolver questões estruturais, como as isenções fiscais. O cenário político se intensifica com a possibilidade de Tarcísio concorrer à presidência em 2026, caso receba apoio de Jair Bolsonaro (PL).
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