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Família de pré-candidato processa Petro por assédio e incitação ao ódio

Família de Miguel Uribe Turbay processa Gustavo Petro por incitação ao ódio, alegando que discursos do presidente contribuíram para o atentado.

Senador Miguel Uribe Turbay (Foto: AFP)
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A família do senador Miguel Uribe Turbay, que foi baleado em um comício em Bogotá, entrou com uma ação criminal contra o presidente Gustavo Petro. Eles acusam Petro de assédio e incitação ao ódio nas redes sociais, afirmando que seus discursos ajudaram a provocar o atentado. O advogado da família disse que Petro fez vários discursos negativos antes do ataque, que resultou em Uribe sendo baleado três vezes. A ação foi enviada a uma comissão da Câmara, que pode levar o caso ao Supremo Tribunal. Uribe, que é um importante opositor político, está hospitalizado e já passou por quatro cirurgias. O estado de saúde dele melhorou, mas ainda é considerado grave. As autoridades prenderam um menor e três adultos suspeitos de envolvimento no ataque, todos negam as acusações. Petro, que frequentemente critica Uribe, disse que o atentado é uma tentativa de desestabilizar seu governo e prometeu moderar suas críticas.

A família do senador Miguel Uribe Turbay, pré-candidato à Presidência da Colômbia, apresentou uma ação criminal contra o presidente Gustavo Petro. A denúncia, feita nesta terça-feira, alega assédio e incitação ao ódio nas redes sociais, afirmando que os discursos do mandatário contribuíram para o atentado que feriu Uribe em um comício em Bogotá, no dia 7 de junho.

O advogado Víctor Mosquera afirmou que Petro fez “discursos estigmatizantes e de ódio” antes do ataque, no qual Uribe foi baleado três vezes. A ação foi encaminhada a uma comissão investigadora da Câmara, que pode remeter o caso ao Supremo Tribunal, responsável por julgar presidentes. Uribe, uma figura proeminente da oposição de direita, está hospitalizado e passou por pelo menos quatro cirurgias.

Estado de saúde

Na última atualização, a clínica onde Uribe está internado informou que seu estado apresenta melhora em relação ao estado crítico, embora ainda seja considerado grave. As autoridades detiveram um menor de 15 anos e três adultos, acusados de participação no ataque. Todos foram indiciados por homicídio doloso e porte ilegal de armas, mas negam as acusações.

Discurso de ódio

Petro frequentemente criticava Uribe nas redes sociais, chamando-o de “neto de um presidente que ordenou a tortura de 10 mil colombianos”, em referência ao ex-presidente Julio César Turbay. O advogado da família de Uribe declarou que há evidências de pelo menos cinquenta publicações desse tipo feitas pelo presidente. Petro, por sua vez, afirmou que o atentado é uma tentativa de desestabilizar seu governo e se comprometeu a moderar o tom de suas críticas à oposição.

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