Thiago Feijão, um educador físico de 32 anos, será julgado novamente no Rio de Janeiro após ser condenado a 28 anos de prisão por roubo seguido de morte. Ele foi reconhecido por uma única testemunha que o descreveu como homem branco, mesmo sendo negro. Thiago estava a 11 km do local do crime, buscando sua filha na escola, e sua defesa apresentou provas que comprovam sua localização. Novas testemunhas, a viúva e a irmã de um dos criminosos, afirmaram que a imagem atribuída a Thiago é de outra pessoa. Apesar disso, o pedido de liberdade foi negado. O advogado de Thiago destacou o racismo estrutural no caso, já que a maioria das prisões baseadas em reconhecimento fotográfico envolve pessoas negras. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro recomendou reavaliações de prisões feitas apenas com esse tipo de reconhecimento. Thiago, que perdeu o pai em um assalto quando era criança, ficou preso por dois meses antes de conseguir um habeas corpus e, após um novo mandado de prisão, decidiu fugir. Sua esposa, Sharon Matos, está preocupada com a possibilidade de ele voltar à prisão. O novo julgamento, marcado para o dia 25, pode trazer novas evidências que mudem o rumo do caso.
Amanhã, Thiago Feijão, um educador físico de 32 anos, será julgado novamente no Rio de Janeiro. Ele foi condenado a 28 anos de prisão por roubo seguido de morte, após ser reconhecido por uma única testemunha que o descreveu como homem branco, apesar de ser negro. O caso levanta questões sobre o viés racial no sistema de Justiça brasileiro.
Em 2015, Thiago foi apontado como autor de um assalto a um mercado em Bento Ribeiro, mas testemunhas afirmam que ele estava a 11 km do local do crime, buscando sua filha na escola. A defesa apresentou provas, incluindo depoimentos da diretora da escola e registros de ligações que comprovam sua localização no momento do crime.
Novas Testemunhas
Duas novas testemunhas, a viúva e a irmã de um dos criminosos envolvidos, afirmaram que a imagem atribuída a Thiago é de outra pessoa. A defesa solicitou uma audiência para antecipação de provas, mas a liberdade de Thiago foi negada novamente. O advogado Carlos Nicodemos Oliveira Silva, do CEAP, destacou o racismo estrutural presente no caso, afirmando que Thiago se encaixa no perfil estigmatizado pelo sistema penal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) recomendou a reavaliação de prisões baseadas apenas em reconhecimento fotográfico, dada a alta taxa de erros. Aproximadamente 90% dos presos com base nesse método são negros, segundo dados de 2019. O TJRJ também está aplicando diretrizes do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial do CNJ.
Contexto Pessoal
Thiago, que cresceu em Lins de Vasconcelos, perdeu o pai em um assalto quando tinha apenas dois anos. Ele ficou preso por dois meses até conseguir um habeas corpus, mas, após um novo mandado de prisão em 2024, decidiu fugir. Sua esposa, Sharon Matos, mãe de três crianças, expressou preocupação com o medo de Thiago retornar à prisão. O novo julgamento, marcado para o dia 25, poderá trazer à tona novas evidências que podem mudar o rumo do caso.
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