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Milei nega auxílio a cidade argentina devastada por inundações recentes

Presidente Javier Milei veta fundo de 200 bilhões de pesos para reconstrução de Bahía Blanca, gerando críticas da oposição e preocupações sobre assistência.

Pessoas que tiveram suas casas inundadas tentam salvar alguns pertences, em Bahia Blanca, na Argentina (Foto: AFP)
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O presidente da Argentina, Javier Milei, vetou uma lei que criava um fundo de 200 bilhões de pesos para ajudar na reconstrução de Bahía Blanca, que sofreu inundações em março, resultando em 18 mortes e danos de cerca de 400 milhões de dólares. O veto foi publicado no Diário Oficial e se baseou na falta de clareza sobre a origem dos recursos, o que vai contra a política fiscal do governo. O governo já havia dado assistência a 32 mil desabrigados com um pagamento único de até 2.500 dólares. A decisão de Milei foi criticada pela oposição, que a considerou cruel, já que a lei havia sido aprovada por uma ampla maioria no Congresso e incluía subsídios e isenções de impostos para as vítimas. As inundações foram causadas por chuvas intensas que superaram a média anual em poucas horas, causando grandes danos à infraestrutura da cidade. O governo declarou luto nacional e enviou o Exército para ajudar nas operações de socorro. A visita de Milei à área, cinco dias após a tragédia, também foi criticada pela demora.

O presidente argentino, Javier Milei, vetou uma lei que estabelecia um fundo de 200 bilhões de pesos para a reconstrução de Bahía Blanca, cidade que enfrentou inundações devastadoras em março, resultando em 18 mortes e danos estimados em US$ 400 milhões. O veto foi publicado no Diário Oficial nesta terça-feira, 24 de outubro.

A decisão de Milei se baseou na falta de clareza sobre a origem dos recursos para o fundo, o que contraria a política de equilíbrio fiscal do governo. O Executivo já havia prestado assistência a cerca de 32 mil desabrigados por meio de um pagamento único, que variou até US$ 2.500 (cerca de R$ 13,7 mil). O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, afirmou que a nova lei “se sobrepõe aos recursos já transferidos”.

Críticas ao Veto

Partidos da oposição criticaram o veto, considerando-o uma atitude “cruel” diante da tragédia. A lei vetada havia sido aprovada por uma ampla maioria no Congresso, com 153 votos a favor e 32 contrários, todos do partido governista Liberdade Avança. As medidas incluíam subsídios, créditos facilitados e isenções de impostos para as vítimas das inundações.

As inundações em Bahía Blanca foram causadas por chuvas torrenciais que, em apenas oito horas, superaram a média anual de precipitação da cidade, que tem 350 mil habitantes. O desastre fez transbordar riachos e destruiu infraestrutura, deixando um rastro de destruição e dor. O governo federal decretou três dias de luto nacional e enviou o Exército para auxiliar nas operações de socorro. A visita de Milei à área, realizada cinco dias após a tragédia, foi alvo de críticas pela demora em sua resposta.

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