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Polícia Federal investiga ‘Abin paralela’ por espionagem a sindicalistas da Eletrobras

Relatório da Polícia Federal revela espionagem de líderes sindicais da Eletrobras a pedido de Alexandre Ramagem durante governo Bolsonaro.

Deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) chega para prestar depoimento na sede da Polícia Federal no inquérito da suposta 'Abin paralela' (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
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Um relatório da Polícia Federal revelou que, durante o governo de Jair Bolsonaro, uma estrutura clandestina espionou líderes sindicais da Eletrobras, focando em servidores que eram críticos à privatização da empresa. Essa ação foi solicitada por Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, que recebeu ordens diretas de Bolsonaro para lidar com opositores. Os alvos da espionagem eram identificados como “mais vermelhos que sangue” e incluíam diretores de Eletronuclear e Furnas. A investigação mostra que o objetivo era monitorar e intimidar aqueles que se opunham às políticas do governo, levantando questões sobre a legalidade e a ética do uso de órgãos de inteligência para fins políticos. A continuidade das investigações pode revelar mais detalhes sobre a extensão da espionagem e as possíveis consequências legais para os envolvidos.

O relatório da Polícia Federal sobre a “Abin paralela”, divulgado recentemente, revela que uma estrutura clandestina criada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) espionou líderes sindicais da Eletrobras. A investigação aponta que servidores críticos à privatização da empresa foram alvos dessa ação, a pedido de Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin e atual deputado federal.

Os servidores, identificados como “mais vermelhos que sangue”, incluíam diretores da Eletronuclear e Furnas, como Edvaldo Risso e Pedro Brito, além de funcionários de Furnas, como Felipe Araújo e Leonardo Pessoa. A espionagem ocorreu sob a orientação de Ramagem, que teria recebido instruções diretas de Bolsonaro para “resolver uma questão em Furnas”, devido a posicionamentos políticos e ideológicos contrários ao governo.

A investigação destaca que a estrutura paralela tinha como objetivo monitorar e intimidar aqueles que se opunham às políticas de privatização. A PF afirma que a ação foi uma tentativa de silenciar vozes críticas dentro da empresa, refletindo uma estratégia de controle sobre os opositores.

O caso levanta questões sobre a legalidade e a ética das ações do governo Bolsonaro, especialmente no que diz respeito à utilização de órgãos de inteligência para fins políticos. A continuidade das investigações poderá trazer mais detalhes sobre a extensão da espionagem e as implicações legais para os envolvidos.

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