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Trump pressiona novamente o Fed a reduzir juros para impulsionar a economia

Trump critica Powell e o Federal Reserve por não reduzir taxas de juros, alegando que cortes poderiam economizar US$ 800 bilhões anuais.

Donald Trump e Jerome Powell: a pressão sobre o corte de juros continua (Foto: Getty Image via Bloomberg)
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Donald Trump criticou novamente o Federal Reserve e seu presidente, Jerome Powell, por não cortarem as taxas de juros. Em uma postagem, Trump chamou Powell de “teimoso” e “besta”, afirmando que a redução das taxas poderia economizar mais de 800 bilhões de dólares por ano. Ele destacou que, enquanto a Europa já fez dez cortes, os Estados Unidos não realizaram nenhum e que as taxas deveriam estar pelo menos dois ou três pontos percentuais mais baixas, já que a inflação está controlada e a economia é forte. Powell, que se apresentará ao Congresso para discutir a política monetária, manteve as taxas entre 4,25% e 4,50%, citando a expectativa de inflação alta e crescimento econômico baixo. Ele também mencionou que a política tarifária de Trump pode aumentar a inflação. Os mercados indicam que há apenas 23% de chance de um corte nas taxas na próxima reunião do Fed, e Powell ressaltou a importância de manter a inflação sob controle. A pressão sobre Powell e o Fed continua, com Trump insistindo em cortes nas taxas.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou novamente o Federal Reserve (Fed) e seu presidente, Jerome Powell, por não reduzir as taxas de juros. Em uma postagem na rede Truth Social, Trump afirmou que Powell é “teimoso” e “besta”, argumentando que cortes nas taxas poderiam economizar mais de US$ 800 bilhões por ano.

Powell se apresenta nesta terça-feira, 24, ao Congresso para discutir a política monetária. Trump destacou que enquanto a Europa já realizou dez cortes nas taxas, os Estados Unidos não fizeram nenhum. Ele defendeu que o país deveria estar com as taxas pelo menos dois ou três pontos percentuais mais baixas, citando a ausência de inflação e uma economia robusta.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária, o Fed decidiu manter as taxas entre 4,25% e 4,50%, níveis fixados em dezembro de 2024. Powell justificou essa decisão com base na previsão de inflação crescente e menor crescimento econômico. Ele também mencionou a necessidade de aguardar mais dados sobre os efeitos das tarifas comerciais impostas por Trump.

Divergências no Fed

A reunião mais recente do Federal Open Market Committee (FOMC) revelou divisões entre seus membros. Enquanto nove dos dezenove oficiais apoiam a manutenção das taxas, outros preferem cortes. Economistas acreditam que a política tarifária de Trump pode aumentar a inflação e prejudicar o crescimento.

Powell, ao se dirigir ao Congresso, enfatizou que a inflação ainda está acima da meta de 2% e que os efeitos das tarifas permanecem incertos. Ele destacou que o Fed está preparado para esperar mais informações antes de considerar ajustes na política monetária, mantendo a possibilidade de cortes, dependendo da evolução da inflação.

Expectativas do Mercado

Os mercados futuros indicam uma probabilidade de apenas 23% de um corte nas taxas na reunião de 29 e 30 de julho. A expectativa é que o Fed só considere cortes se a inflação se mantiver sob controle. Powell reiterou a importância de ancorar as expectativas de inflação a longo prazo para evitar problemas inflacionários persistentes.

A pressão sobre Powell e o Fed continua, com Trump insistindo em cortes nas taxas. O ex-presidente argumenta que a inação do banco central prejudica a economia, enquanto Powell se mantém cauteloso, afirmando que a economia ainda apresenta sinais de força.

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