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Aposta patrocina festa junina da Prefeitura de SP no Centro Esportivo Tietê

Patrocínio da VaideBet na festa junina São João Paulo gera críticas e levanta questões sobre a responsabilidade de eventos públicos.

Público em show da banda Falamansa na festa São João Paulo, no Centro Esportivo Tietê, na zona norte da capital (Foto: Wagner Origenes - 19.jun.2025/Ato Press/Folhapress)
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A festa junina São João Paulo, realizada pela Prefeitura de São Paulo entre 19 e 22 de junho, teve atrações como Belo, Falamansa, Michel Teló e Léo Santana, e foi organizada pelas secretarias de Cultura e Turismo. O evento gerou polêmica por conta do patrocínio da empresa de apostas VaideBet, que teve sua marca exposta, mesmo com um termo que proíbe jogos de azar no local. Críticas surgiram, especialmente do vereador Nabil Bonduki, que afirmou que a festa parecia mais uma promoção da VaideBet. A empresa já enfrentou problemas no passado, incluindo um escândalo ligado ao Corinthians. A Prefeitura defendeu que a responsabilidade pelo patrocínio era da empresa contratada para organizar o evento e que não houve descumprimento das regras, já que não ocorreram apostas. A organizadora afirmou que a exposição da marca foi limitada e que não houve ativação de apostas no local. A VaideBet não comentou as críticas. A situação levanta questões sobre a responsabilidade de instituições públicas em relação a empresas de apostas em eventos públicos.

A festa junina São João Paulo, organizada pela Prefeitura de São Paulo, ocorreu entre 19 e 22 de junho no Centro Esportivo Tietê. O evento, que contou com atrações como Belo, Falamansa, Michel Teló e Léo Santana, atraiu milhares de pessoas e foi promovido pelas secretarias de Cultura e Turismo da gestão de Ricardo Nunes (MDB).

O patrocínio da empresa de apostas VaideBet gerou controvérsia, uma vez que sua marca foi amplamente divulgada, apesar de um termo que proíbe jogos de azar no local. A empresa, que já enfrentou críticas por seu histórico, entregou brindes e teve sua logo exposta em materiais promocionais. Em suas redes sociais, a festa fez alusão à marca, com frases como “Aposte na alegria, aposte na cultura”.

O vereador Nabil Bonduki (PT) criticou a situação, afirmando que o evento parecia mais uma promoção da VaideBet do que da prefeitura. Ele lembrou que a empresa ficou conhecida após um escândalo envolvendo o Corinthians, onde parte do patrocínio foi ligada a contas de intermediários do PCC, segundo a Polícia Civil.

Respostas da Prefeitura e Organizadora

A gestão de Nunes defendeu que a responsabilidade pela busca de patrocínios é da empresa Duas Rodas, contratada para organizar a festa. A prefeitura afirmou que não houve descumprimento do termo de autorização, já que não ocorreram jogos de azar durante o evento. Por sua vez, a Duas Rodas destacou que a VaideBet teve uma exposição limitada e que não houve qualquer ativação de apostas no local.

A VaideBet não se manifestou sobre as críticas recebidas. A polêmica em torno do patrocínio levanta questões sobre a responsabilidade das instituições públicas em relação a empresas de apostas, especialmente em eventos voltados para o público em geral.

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