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Câmara de SP aprova projeto para expansão do Butantan em área com 6,6 mil árvores

Câmara Municipal aprova projeto que permite construção no Instituto Butantan, mas gera protestos por impacto ambiental e remoção de árvores.

Produção da vacina CoronaVac no Instituto Butantan, em São Paulo: parceria com a China (Foto: Edilson Dantas/O GLOBO)
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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que permite a construção de prédios de até 48 metros no terreno do Instituto Butantan. Essa mudança visa aumentar a produção de vacinas e soros, mas gerou protestos por causa do impacto ambiental, já que 6,6 mil árvores podem ser removidas. O projeto teve 33 votos a favor, 6 contra e 8 abstenções, e será discutido novamente no segundo semestre, com audiências públicas em agosto. A prefeitura e o Butantan afirmam que a verticalização vai diminuir a área construída e, assim, menos árvores serão cortadas. Eles também prometem plantar mais de 9 mil novas árvores nativas. O investimento para essa expansão é de cerca de R$ 1,2 bilhão. Alguns vereadores questionaram a necessidade de reclassificar toda a área, sugerindo que a construção poderia ser feita em locais já utilizados.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação, nesta quarta-feira, 25, um projeto de lei que altera a área de preservação do Instituto Butantan, permitindo a construção de prédios de até 48 metros no local. A proposta visa expandir a capacidade de produção de imunizantes e soros da instituição, mas gerou protestos devido ao potencial impacto ambiental, incluindo a remoção de 6,6 mil árvores.

Com 33 votos favoráveis, 6 contrários e 8 abstenções, o texto agora será debatido no segundo semestre, com audiências públicas programadas para agosto. A reclassificação do terreno é necessária, pois o Plano de Intervenção Urbana Arco Pinheiros limita a construção a 28 metros. A prefeitura e o Butantan argumentam que a verticalização permitirá uma redução na área de construção e, consequentemente, menos árvores a serem removidas.

O projeto já recebeu aprovação de conselhos municipais e estaduais e é financiado por diversas entidades, incluindo o Ministério da Saúde e o BNDES. A prefeitura defende que, apesar da remoção de árvores, o instituto se compromete a plantar mais de 9.000 novas espécies nativas, superando a quantidade que será suprimida. O Butantan afirma que o manejo arbóreo será realizado com as devidas licenças e em conformidade com a legislação.

O vereador Nabil Bonduki (PT), que se absteve de votar, sugeriu um texto substitutivo para concentrar a construção em áreas já utilizadas para produção, evitando intervenções na vegetação. A vereadora Luna Alves (PSOL) também questionou a necessidade de reclassificar todo o terreno, sugerindo que a expansão poderia ocorrer em outros locais sob a posse do instituto. O investimento estimado para o projeto é de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

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