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CPI do INSS deve usar deputados influentes para criticar governo com vídeos

PL busca influenciar a CPI do INSS com parlamentares populares, enquanto presidente da Câmara promete relator equilibrado.

Parte da bancada do PL reunida no salão verde da Câmara dos Deputados (Foto: Divulgação/PL)
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A CPI do INSS está sendo formada e um deputado do Centrão deve ser o relator. O Partido Liberal quer escolher parlamentares com muitos seguidores nas redes sociais para influenciar as investigações sobre fraudes. Eles acreditam que um relator de centro não fará indiciamentos que possam causar problemas para o governo. O presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende escolher um relator equilibrado, o que pode atrapalhar os planos do PL. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, está pensando em nomes como Nikolas Ferreira, Bia Kicis, Marco Feliciano e André Fernandes, que têm grande presença online. Nikolas, por exemplo, tem quase 18 milhões de seguidores e já gerou polêmica ao criticar regras da Receita Federal. O PL tem direito a seis vagas na CPI, mas há 16 parlamentares interessados, e a escolha pode ser baseada no número de seguidores. Outros partidos da base do governo também estão indicando representantes para a CPI, que deve ser um espaço de disputa entre governo e oposição para investigar fraudes no INSS.

CPI do INSS: PL busca controle da narrativa com parlamentares influentes

A formação da CPI do INSS está em andamento, com a expectativa de que um deputado do Centrão assuma a relatoria. O PL (Partido Liberal) pretende escalar parlamentares com forte presença nas redes sociais para moldar a narrativa das investigações sobre fraudes.

O partido acredita que, com um relator de centro, o relatório final dificilmente resultará em indiciamentos que possam gerar crises para o governo. Assim, a estratégia do PL é utilizar a influência digital de seus membros para desgastar a administração de Lula. O presidente da Câmara, Hugo Motta, já indicou que escolherá um relator com perfil “equilibrado”, o que pode dificultar os planos do PL.

Parlamentares com grande alcance

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, está considerando parlamentares como Nikolas Ferreira (MG), Bia Kicis (DF), Marco Feliciano (SP) e André Fernandes (CE) para o colegiado. Nikolas, com quase 18 milhões de seguidores, é visto como o mais “midiático” do grupo. Bia, com mais de 2 milhões, influencia o eleitorado feminino, enquanto Feliciano, com 3 milhões, tem forte apelo entre religiosos. André, com 2,5 milhões, pode alcançar o público nordestino.

Vídeos de parlamentares bolsonaristas já impactaram a popularidade do governo. Em janeiro, Nikolas criticou regras da Receita Federal sobre monitoramento de transações financeiras, gerando uma onda de descontentamento que levou Lula a revogar a normativa.

Disputa interna e composição da CPI

O PL terá direito a seis vagas na CPI, mas a disputa interna é acirrada, com 16 parlamentares interessados. Sóstenes afirmou que a escolha pode ser feita com base no número de seguidores, para garantir o controle da narrativa. Duas das cinco vagas do PL devem ser ocupadas pelos autores do requerimento da CPI, os deputados Coronel Fernanda (MT) e Coronel Chrisóstomo (AM).

Outros partidos da base governista, como PP e PSD, também estão escalando nomes para a CPI. O PSD indicou Sidney Leite (AM) e Carlos Sampaio (SP), enquanto o PP já definiu seus representantes no Senado. A composição da CPI promete ser um campo de batalha entre governo e oposição, com o objetivo de investigar as fraudes no INSS.

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