A Prefeitura de Barueri usou R$ 2,2 milhões de emendas do deputado federal Fábio Teruel para recapeamento de ruas no condomínio onde ele mora. Essa informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha. No total, Teruel destinou cerca de R$ 11 milhões em emendas para a cidade no ano passado. Os recursos foram aplicados no Residencial Tamboré 1, que abriga pessoas famosas e tem imóveis que variam de R$ 12 milhões a R$ 48 milhões. Embora a destinação de emendas para áreas fechadas seja permitida desde 2017, o uso de dinheiro público para beneficiar diretamente o parlamentar pode ser considerado improbidade administrativa. A Folha tentou contato com a Prefeitura para esclarecer a situação, mas não obteve resposta, e o deputado também não se manifestou. As emendas, conhecidas como “emendas Pix”, têm sido criticadas pela falta de transparência. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo mostrou que apenas 2 dos 644 municípios fiscalizados informam sobre o uso desse tipo de emenda em seus portais de transparência.
A Prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo, utilizou R$ 2,2 milhões de emendas parlamentares do deputado federal Fábio Teruel (MDB-SP) para o recapeamento de ruas no condomínio onde ele reside. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha. No total, Teruel destinou cerca de R$ 11 milhões em emendas para a cidade no ano passado.
Os recursos foram aplicados no Residencial Tamboré 1, um condomínio fechado que abriga personalidades como a cantora Simone Mendes e a influenciadora Deolane Bezerra. O local conta com quadras esportivas e áreas de mata nativa, e os imóveis à venda variam de R$ 12 milhões a R$ 48 milhões. A destinação de emendas para obras em áreas de acesso controlado é regulamentada desde 2017, mas o uso de recursos públicos para beneficiar diretamente o parlamentar pode caracterizar improbidade administrativa.
A Folha tentou contato com a Prefeitura de Barueri para esclarecer a situação, mas não obteve resposta. O deputado também não se manifestou, não atendendo ligações ou respondendo mensagens. As emendas conhecidas como “emendas Pix” têm sido alvo de críticas por falta de transparência e controle. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) revelou que apenas 2 dos 644 municípios fiscalizados informam sobre o recebimento e uso desse tipo de emenda em seus portais de transparência.
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