O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Donald Trump em um evento no Ministério de Minas e Energia, comparando-o a Jair Bolsonaro. Lula disse que Trump deveria se concentrar mais em questões importantes e menos em redes sociais. Ele também falou sobre a guerra no Oriente Médio, mencionando um cessar-fogo e criticando a busca por manchetes pela imprensa. Lula expressou seu desejo de evitar guerras e questionou o uso de recursos em conflitos, especialmente em um mundo com altos índices de fome. Além disso, ele pediu ao ministro das Relações Exteriores que trabalhe para que os Estados Unidos reconheçam o Brasil como um grande produtor de milho. Essas declarações ocorreram após uma reunião sobre política energética, onde foi aprovada a elevação do percentual de etanol na gasolina, em meio a preocupações sobre a instabilidade no Oriente Médio e seus efeitos nos preços dos combustíveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas a Donald Trump durante um evento no Ministério de Minas e Energia nesta quarta-feira (25). Ele comparou o ex-presidente americano ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sugerindo que Trump deveria focar mais em questões de Estado e menos em redes sociais. “Nesse mundo conturbado, o presidente dos Estados Unidos deveria ser mais chefe de Estado, pensar mais em livre comércio e no multilateralismo”, afirmou Lula.
Lula também expressou preocupações sobre a guerra no Oriente Médio, mencionando um cessar-fogo anunciado por Trump após 12 dias de conflitos entre Israel e Irã. O presidente brasileiro criticou a busca incessante por manchetes pela imprensa, afirmando que “o que mais interessa são interesses escusos”. Ele reiterou seu desejo de evitar envolvimentos em guerras, dizendo: “Não quero encrenca na minha vida. Eu sou da paz, não quero guerra.”
Além disso, Lula criticou o uso de recursos em conflitos, em um momento em que o mundo enfrenta altos índices de fome. “Esse mundo tem que ser repensado,” declarou, questionando a lógica de investir em destruição. O presidente também cobrou ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que trabalhe para que os Estados Unidos reconheçam o Brasil como um importante produtor de milho, destacando a “grandeza do nosso país.”
As declarações ocorreram após a 2ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, onde o governo aprovou a elevação do percentual de etanol na gasolina, em meio a preocupações sobre a instabilidade no Oriente Médio e seus impactos nos preços dos combustíveis.
Entre na conversa da comunidade