O ministro Alexandre de Moraes pediu que a Polícia Federal ouça os advogados de Jair Bolsonaro e Mauro Cid em uma investigação sobre tentativas de obstrução de Justiça. Isso aconteceu depois que Cid, que é delator em um caso de suposta trama golpista, relatou que houve tentativas de contato indevido com sua família. O advogado Eduardo Kuntz, defensor de outro coronel, informou ao STF sobre conversas com Cid no Instagram, o que poderia ter quebrado o sigilo da delação. Cid negou ter discutido sua colaboração com Kuntz. A defesa de Cid afirma que os advogados tentaram contatar sua esposa e filha, além de abordagens à sua mãe. Moraes considerou essas ações graves e a PF já recebeu mensagens que podem ajudar na investigação. A situação se complicou com a prisão de um coronel e Moraes pediu um laudo do celular da filha de Cid. O ministro deu um prazo de cinco dias para ouvir os advogados enquanto as investigações continuam. Cid revelou que os contatos ocorreram entre 2023 e 2024 e entregou declarações de sua família confirmando as tentativas de influência.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou que a Polícia Federal (PF) ouça os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Costa Bueno e Fábio Wajngarten, em um inquérito que investiga tentativas de obstrução de Justiça. A decisão foi tomada após o tenente-coronel Mauro Cid, delator em um caso de suposta trama golpista, relatar tentativas de contato indevido com sua família.
As investigações começaram após o advogado Eduardo Kuntz, defensor do coronel Marcelo Câmara, informar ao STF sobre conversas com Cid via Instagram, o que poderia violar o sigilo da delação. Cid negou ter discutido sua colaboração com Kuntz e afirmou que não utilizou a rede social para tal. Durante o interrogatório, Kuntz questionou Cid sobre seus depoimentos à PF, levantando suspeitas sobre a integridade do processo.
Tentativas de Influência
A defesa de Cid alega que os advogados tentaram contatar sua esposa e filha menor de idade, além de abordagens à sua mãe em eventos sociais. Moraes considerou as condutas reportadas como graves, indicando uma possível tentativa de obstrução das investigações. A PF já recebeu dados de mensagens que envolvem Kuntz, Wajngarten e Bueno, que podem ser cruciais para o andamento do inquérito.
A situação se complica com a prisão de Câmara, determinada por Moraes, que também solicitou um laudo pericial sobre o celular da filha de Cid. O ministro estabeleceu um prazo de cinco dias para que os advogados sejam ouvidos, enquanto a investigação continua a apurar as ações de obstrução e suas implicações no caso que envolve Bolsonaro e seus assessores.
Cid, em depoimento, revelou que as tentativas de contato foram frequentes e ocorreram entre 2023 e 2024. Ele entregou à PF declarações de sua esposa e mãe, confirmando as abordagens dos advogados, que buscavam influenciar sua defesa. A gravidade das alegações levanta questões sobre a integridade do processo judicial em curso.
Entre na conversa da comunidade