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PGR analisa acareações em investigação sobre trama golpista

Acareações revelam divergências entre réus sobre entrega de R$ 100 mil e confirmam discussões sobre plano golpista contra a posse de Lula.

Anderson Torres e Freire Gomes em acareação no STF (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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O Supremo Tribunal Federal está investigando um plano golpista ligado à posse de Lula, com Jair Bolsonaro e mais 30 réus envolvidos. Recentemente, ocorreram acareações entre Mauro Cid e Walter Braga Netto, que apresentaram versões diferentes sobre a entrega de R$ 100 mil, que Cid disse ter acontecido em uma caixa de vinho no Palácio da Alvorada. Enquanto Cid confirmou que a entrega foi feita três dias antes da diplomação de Lula, Braga Netto negou as acusações. Em outra acareação, Anderson Torres e Marco Antônio Freire Gomes discutiram uma minuta golpista encontrada na casa de Torres, que era parecida com um plano apresentado por Bolsonaro. O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, também depôs e confirmou que participou de reuniões onde Bolsonaro falava sobre impedir a posse de Lula, mencionando até ameaças de prisão. Ele ressaltou que o plano antidemocrático não teve sucesso por falta de apoio das Forças Armadas. O julgamento dos principais envolvidos deve acontecer até setembro, e a Procuradoria-Geral da República acredita que os depoimentos fortalecem as acusações.

As acareações realizadas no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, envolvendo Mauro Cid e Walter Braga Netto, não devem alterar o curso das investigações sobre a trama golpista relacionada à posse de Lula. A avaliação é da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de ministros do STF.

Mauro Cid, delator do caso, e Braga Netto apresentaram versões conflitantes sobre a entrega de R$ 100 mil, que, segundo Cid, ocorreu em uma caixa de vinho no Palácio da Alvorada. O ex-comandante da Aeronáutica confirmou discussões sobre um plano golpista, enquanto Braga Netto nega as acusações. Cid afirmou que a entrega do dinheiro ocorreu em 9 de dezembro de 2022, três dias antes da diplomação de Lula e Geraldo Alckmin.

Na segunda acareação, o ex-ministro Anderson Torres e o ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, discutiram uma minuta golpista encontrada na residência de Torres. Freire Gomes indicou que o conteúdo era semelhante ao apresentado por Jair Bolsonaro em uma reunião com militares.

O depoimento do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, foi considerado crucial. Ele confirmou a participação em reuniões onde Bolsonaro discutiu um plano para impedir a posse de Lula e mencionou ameaças de prisão feitas por Freire Gomes. Baptista Junior destacou que a articulação antidemocrática não teve sucesso devido à falta de apoio unânime das Forças Armadas.

A expectativa é que o julgamento do núcleo central da trama, que inclui Bolsonaro e outros réus, ocorra até setembro deste ano. A PGR acredita que os depoimentos já coletados fortalecem as denúncias contra os acusados.

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