O Supremo Tribunal Federal decidiu dar segurança vitalícia para ex-ministros da Corte, em resposta ao aumento das ameaças que eles enfrentam. Antes, essa proteção era limitada a 36 meses, mas agora será por tempo indeterminado. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, destacou que a exposição pública dos ministros aumentou, criando um ambiente de insegurança. Ele também mencionou que a Corte fechou um contrato de R$ 84 milhões para melhorar a segurança privada nos próximos dois anos. Barroso falou sobre o clima de extremismo e polarização no Brasil, que tem tornado as manifestações mais agressivas, e ressaltou a importância de manter a civilidade na democracia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em sessão administrativa virtual, conceder segurança vitalícia para ex-ministros da Corte. A medida, aprovada em resposta ao aumento das ameaças enfrentadas por esses magistrados, foi proposta pelo ministro aposentado Marco Aurélio Mello.
Anteriormente, a segurança pessoal para ministros aposentados era limitada a 36 meses, com possibilidade de prorrogação. Com a nova decisão, essa proteção se estende por tempo indeterminado. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, destacou que a exposição pública dos ministros aumentou, resultando em um cenário de insegurança crescente.
Barroso mencionou que, em janeiro, a Corte fechou um contrato de R$ 84 milhões para reforçar a segurança privada armada nos próximos dois anos. Ele também abordou o clima de extremismo e polarização que tem gerado um ambiente hostil para os magistrados.
Durante sua participação no Fórum Esfera, Barroso refletiu sobre a transformação da sociedade brasileira, onde a violência e a agressividade nas manifestações se tornaram mais comuns. Ele enfatizou a importância da civilidade, afirmando que a democracia deve respeitar todas as ideologias, mas que a civilidade deve ser priorizada.
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