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Amanda Paschoal solicita investigação de vereador do PL por falsidade ideológica

Vereadora Amanda Paschoal pede investigação contra Gilberto Nascimento por falsidade ideológica em caso de transfobia contra Lucas Pavanato.

Vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) ao lado da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). (Foto: Richard Lourenço / Rede Câmara)
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A vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) pediu à Polícia que investigue o vereador Gilberto Nascimento (PL-SP) por falsidade ideológica. A denúncia ocorreu depois que Nascimento apresentou informações falsas para tentar arquivar uma acusação de transfobia contra Lucas Pavanato, outro vereador. Pavanato é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter chamado Amanda, uma mulher trans, de “biologicamente homem” durante uma sessão. Ele também ofereceu uma Bíblia a ela, sugerindo que deveria “se libertar”. O caso estava sendo analisado, mas foi suspenso após o parecer de Nascimento, que defendeu o arquivamento, alegando liberdade de expressão. A justificativa de Nascimento incluiu casos fictícios e um caso de homicídio, que não tinham relação com a situação. Após a equipe jurídica de Amanda identificar o erro, a assessoria de Nascimento admitiu a falha e pediu mais tempo para corrigir o parecer. Amanda argumenta que a criação de informações falsas para rejeitar a denúncia é uma tentativa de manipulação e que um agente público deve agir com legalidade e moralidade.

A vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) solicitou à Polícia a abertura de uma investigação contra o vereador Gilberto Nascimento (PL-SP) por falsidade ideológica. A denúncia surge após Nascimento apresentar informações incorretas em um memorando que visava arquivar uma acusação de transfobia contra Lucas Pavanato, também vereador.

Pavanato é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter se referido a Amanda, uma mulher trans, como “biologicamente homem” durante uma sessão na Câmara Municipal de São Paulo. Em fevereiro, ele afirmou que “biologicamente vossa excelência é homem” e ofereceu uma Bíblia à vereadora, sugerindo que ela deveria “se libertar”. O caso estava sendo analisado pela corregedoria, mas foi suspenso após o parecer de Nascimento, que recomendou o arquivamento da denúncia, alegando que Pavanato apenas exerceu sua liberdade de expressão.

Irregularidades na Decisão

A justificativa de Nascimento para o arquivamento incluiu referências a dois casos fictícios e um terceiro relacionado a homicídio, sem relação com a questão debatida. Após a equipe jurídica de Amanda identificar a irregularidade, a assessoria de Nascimento reconheceu um “erro da equipe técnica” e pediu uma nova data para apresentar um parecer corrigido, agendado para esta quarta-feira, 26.

No pedido de investigação, Amanda Paschoal argumenta que a criação de fundamentos falsos para justificar a rejeição da denúncia demonstra uma tentativa de manipular os fatos. Ela destaca que tal ato, praticado por um agente público, deve respeitar os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade.

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