O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não disse que o Brasil enviaria tropas ao Irã ou apoiaria o país na guerra contra Israel. Um vídeo falso, criado com inteligência artificial, atribui essa afirmação a Lula, mas a Secretaria de Comunicação da Presidência desmentiu a informação. O vídeo afirma que Lula fez essa declaração em uma coletiva, mas não há registro disso. Recentemente, em uma reunião do G7, Lula falou sobre a situação em Gaza, criticando a violência, mas não mencionou Israel ou Irã. O Itamaraty já se manifestou contra a escalada militar na região e condenou os ataques de Israel. A Secom lamentou a desinformação e o vídeo foi publicado por um perfil no TikTok que não apresenta fontes confiáveis. O uso de imagens de Lula no vídeo busca dar credibilidade à informação falsa, que usa uma linguagem alarmista para provocar medo. O projeto Comprova já desmentiu outras informações falsas sobre a relação do Brasil com o Irã. A desinformação continua sendo um problema importante, exigindo atenção e verificação rigorosa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez declarações sobre o envio de tropas ao Irã ou apoio militar ao país na guerra contra Israel. Um vídeo, narrado por inteligência artificial, atribui falsamente a Lula a afirmação de que o Brasil poderia enviar soldados ao Irã, gerando confusão e desinformação. A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) desmentiu o conteúdo, que circula nas redes sociais.
O vídeo em questão alega que Lula teria feito uma declaração em uma “coletiva tensa”, mas não há registro dessa fala em coletivas ou discursos do presidente. Em uma recente Sessão Ampliada da Cúpula do G7, Lula abordou a situação em Gaza, mas não mencionou Israel ou Irã. Ele criticou a “matança indiscriminada de mulheres e crianças” e o uso da fome como arma de guerra.
Reação do Itamaraty
O Itamaraty já se manifestou contra a escalada militar na região. Em 13 de junho, após o início dos ataques ao Irã, o órgão condenou a ofensiva israelense, pedindo contenção e um fim imediato das hostilidades. Em publicações subsequentes, o governo brasileiro expressou preocupação com a escalada militar no Oriente Médio e condenou os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã.
A Secom lamentou a propagação de conteúdos distorcidos que visam confundir a opinião pública. O vídeo foi publicado por um perfil no TikTok que se apresenta como fonte de “notícias reais bombásticas”, mas não fornece fontes confiáveis. O uso de inteligência artificial na narração foi confirmado por ferramentas de detecção, que indicaram alta probabilidade de manipulação.
Estratégia de Desinformação
O vídeo utiliza imagens reais de Lula para dar credibilidade às insinuações, mas carece de referências a fontes oficiais. A linguagem emocional e alarmista busca provocar medo e indignação, estimulando reações emocionais em vez de racionais. Essa estratégia de desinformação visa reforçar crenças pré-existentes em setores críticos ao governo, utilizando perguntas retóricas e um formato em “capítulos” para manter a atenção do público.
O Comprova, projeto que investiga conteúdos suspeitos nas redes sociais, já desmentiu outras informações falsas sobre a relação do Brasil com o Irã e a guerra. A desinformação continua a ser um desafio significativo no cenário atual, exigindo atenção e verificação rigorosa das informações compartilhadas.
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