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Premiê da Armênia se oferece para se expor em disputa com a Igreja

Tensão entre o governo armênio e a Igreja Apostólica aumenta após detenções de opositores e proposta polêmica do primeiro-ministro.

O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, enfrenta eleições decisivas no próximo ano (Foto: Getty Images)
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A tensão entre o Primeiro-Ministro Nikol Pashinyan e a Igreja Apostólica Armênia aumentou após a derrota da Armênia na guerra de 2020. Recentemente, 16 pessoas, incluindo um arcebispo, foram presas por suposta conspiração para um golpe. Pashinyan, em resposta a críticas da Igreja, fez uma declaração polêmica em que disse que estava disposto a mostrar suas partes íntimas para provar que não foi circuncidado, após um sacerdote questionar sua fé cristã. O conflito começou quando Pashinyan acusou o líder da Igreja, Karekin II, de quebrar seu voto de celibato. A Igreja respondeu dizendo que o primeiro-ministro estava minando a unidade espiritual do país. As detenções ocorreram após um suposto plano de golpe envolvendo a Igreja e figuras políticas. Pashinyan chamou o evento de “revolução fracassada de criminosos”. Um dos detidos, Samvel Karapetyan, é um importante benfeitor da Igreja e foi preso após apoiar a instituição em um vídeo. Após sua prisão, Pashinyan anunciou planos de nacionalizar uma empresa ligada a Karapetyan, alegando manipulação política. A crise entre o governo e a Igreja continua a crescer, refletindo a instabilidade política na Armênia.

A tensão entre o Primeiro-Ministro Nikol Pashinyan e a Igreja Apostólica Armênia se intensificou após a derrota da Armênia na guerra de 2020 contra o Azerbaijão. Recentemente, 16 pessoas, incluindo um arcebispo, foram detidas sob acusações de conspiração para um golpe. Pashinyan, em resposta a ataques da Igreja, fez uma proposta extrema para demonstrar sua fé cristã.

O primeiro-ministro declarou em sua conta no Facebook que estava disposto a expor suas partes íntimas para provar que não foi circuncidado, após um sacerdote alegar que ele não era cristão. Essa declaração ocorreu em meio a um clima de crescente oposição da Igreja ao governo, especialmente após a derrota militar. Pashinyan enfrenta eleições cruciais no próximo ano, e a Igreja se tornou uma voz significativa contra seu governo.

Conflito entre Igreja e Estado

O embate começou em maio, quando Pashinyan acusou o Catholicos Karekin II, líder da Igreja, de quebrar seu voto de celibato e ter um filho. A Igreja respondeu, acusando o primeiro-ministro de minar a “unidade espiritual” da Armênia, mas não abordou a alegação sobre o filho. A situação se agravou com a detenção de 16 pessoas, incluindo o arcebispo Bagrat Galstanyan, que lidera um movimento de oposição. As autoridades alegam que o grupo planejava ações terroristas para tomar o poder.

As detenções ocorreram após a divulgação de um suposto plano de golpe que envolveria a Igreja e figuras políticas proeminentes. Pashinyan compartilhou imagens de envolvidos, chamando o evento de “revolução fracassada de criminosos”. O empresário Samvel Karapetyan, um dos detidos, é um importante benfeitor da Igreja e foi preso após fazer um vídeo de apoio à instituição.

Repercussões e Reações

Após sua prisão, Pashinyan anunciou a intenção de nacionalizar a Electric Networks of Armenia, empresa de Karapetyan. O governo alega que o empresário usou táticas de manipulação política, referindo-se a influências externas. A situação gerou reações na diáspora armênia na Rússia, que expressou apoio a Karapetyan, enquanto o governo russo afirmou estar monitorando a situação.

A crise entre o governo e a Igreja Apostólica Armênia continua a se intensificar, refletindo a instabilidade política no país e a crescente polarização entre as instituições religiosas e o Estado.

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