O presidente da Câmara, Hugo Motta, derrubou um decreto do governo Lula que aumentaria o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), surpreendendo o governo e resultando em 383 votos contra 98 na votação. Essa decisão gerou descontentamento na base governista, que sentiu falta do estilo mais rígido do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira. Antes da votação, o líder do governo no Senado criticou a falta de compromisso do Legislativo em manter acordos, já que o aumento do IOF poderia trazer uma arrecadação de R$ 10 bilhões. Durante a votação, muitos parlamentares votaram online devido às festas de São João, e a base governista acreditava que teria mais tempo para negociar. Motta, que já havia prometido ser mais combativo que Lira, não atendeu ligações de ministros do governo no dia da votação. A comparação entre Motta e Lira não é bem vista por ambos, que tentam manter uma relação de trabalho em conjunto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrentou um desafio significativo ao derrubar um decreto do governo Lula que aumentaria o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A votação, realizada na última quarta-feira (25), resultou em 383 votos a 98 contra o decreto, surpreendendo o Palácio do Planalto e gerando comparações com seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL).
A decisão de Motta provocou descontentamento na base governista, que expressou saudade de Lira. Uma liderança do PT comentou que, embora Motta seja mais cordial, ele não cumpre acordos, ao contrário de Lira, que impunha uma ordem mais rígida na Câmara. A votação no Senado foi simbólica, com um acordo para minimizar o impacto do revés.
A análise do decreto ocorreu em um momento atípico, com muitos parlamentares votando online devido aos festejos de São João. A base governista acreditava que teria mais tempo para negociar uma solução. O último caso de um decreto presidencial derrubado pelo Congresso foi em 1992, antes do impeachment de Fernando Collor.
Críticas e Descontentamento
Antes da votação, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), criticou a falta de compromisso do Legislativo em manter acordos. O Ministério da Fazenda previa uma arrecadação de R$ 10 bilhões com o aumento do IOF. Wagner alertou que a situação era preocupante, não apenas pelo mérito, mas pela quebra de um acordo em poucos dias.
Petistas acreditam que Motta se sentiu desafiado pela narrativa do governo, que culpava o Congresso pelo aumento na conta de luz da população. Durante o dia da votação, Motta não atendeu ligações da ministra Gleisi Hoffmann e ignorou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Relação com o Governo
A comparação entre Motta e Lira não agrada a ambos, que têm trabalhado em conjunto. Um interlocutor próximo afirmou que o governo tenta criar uma rivalidade, mas ambos estão alinhados. Motta, em fevereiro, já havia declarado que seria mais combativo que Lira em casos de desrespeito entre os parlamentares, prometendo agir com rigor em situações de tumulto na Casa.
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