O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, pediu uma investigação sobre um vazamento de um relatório que envolve 14 deputados, um prefeito e um secretário em um possível esquema de corrupção. A apuração, chamada Operação Suserano, foi iniciada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção e pode ter causado um prejuízo de R$ 28 milhões na compra de kits agrícolas. A decisão de Mendes seguiu um pedido do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que solicitou ações para investigar o vazamento do relatório que expôs os parlamentares. A operação, que começou em 24 de setembro de 2024, aponta um sobrepreço de R$ 10,2 milhões nos contratos dos kits. Os deputados mencionados negam qualquer irregularidade e há registros de que participaram de eventos de entrega dos kits, além de coletarem dados pessoais dos beneficiários, levantando preocupações sobre o uso político desses eventos em épocas de eleição.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, determinou a apuração de um vazamento de relatório que envolve 14 deputados, um prefeito e um secretário em um suposto esquema de corrupção. A investigação, chamada Operação Suserano, foi iniciada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e pode ter causado um prejuízo de R$ 28 milhões na compra de kits agrícolas.
A decisão de Mendes veio após um pedido do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. Em ofício, Russi solicitou que fossem tomadas “providências cabíveis” para investigar o vazamento do relatório final, que expôs parlamentares e comprometeu o devido processo legal. Ele enfatizou a necessidade de garantir que episódios semelhantes não se repitam.
A Operação Suserano, deflagrada em 24 de setembro de 2024, aponta um sobrepreço de R$ 10,2 milhões nos contratos relacionados aos kits agrícolas. Os deputados envolvidos foram responsáveis por emendas que resultaram em 24 termos de fomento assinados pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) com o Instituto de Natureza e Turismo – Pronatur.
Os citados na investigação negam qualquer irregularidade. Documentos indicam que houve participação direta dos deputados em eventos de entrega dos kits, além da coleta de dados pessoais dos beneficiários, como nome e CPF. A situação levanta preocupações sobre a utilização política desses eventos em períodos eleitorais.
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