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Governo inclui Bolsa Família na renda familiar para acesso ao BPC

Novo decreto inclui Bolsa Família na renda familiar do BPC e flexibiliza reavaliações, impactando acesso ao benefício.

O presidente Lula em cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo)
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Um novo decreto do governo Lula mudou como é calculada a renda familiar para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é um auxílio de um salário mínimo para idosos e pessoas com deficiência. Agora, a renda do Bolsa Família será incluída nesse cálculo, o que pode afetar quem tem acesso ao BPC. Antes, o Bolsa Família não contava, e a renda familiar precisava ser de até um quarto do salário mínimo por pessoa. Com a nova regra, se a renda total da família passar desse limite, será necessário escolher entre o BPC e o Bolsa Família. O decreto também facilita a reavaliação do benefício, que não será mais obrigatória a cada dois anos para pessoas com deficiência, ficando a critério do INSS. Essas mudanças fazem parte de um pacote fiscal aprovado em 2024 para reduzir gastos. A nova regra considera a renda bruta, excluindo auxílios temporários e pensões alimentícias. Além disso, foram reforçadas a inclusão no Cadastro Único e a obrigatoriedade do uso de biometria. Se o benefício for suspenso, os beneficiários terão direito a ser notificados e a se defender. Essas medidas visam combater fraudes e garantir o uso correto dos recursos públicos.

Um decreto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alterou a forma de cálculo da renda familiar para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é um auxílio de um salário mínimo destinado a idosos e pessoas com deficiência. A partir de agora, a receita do Bolsa Família será incluída na avaliação da renda familiar, o que pode impactar o acesso ao benefício.

Até então, o Bolsa Família não era considerado no cálculo, que exige uma renda familiar de até um quarto do salário mínimo por pessoa. Com a nova regra, se a soma da renda familiar ultrapassar esse limite, a família poderá ter que optar entre o BPC e o Bolsa Família. O decreto também flexibiliza a reavaliação periódica do benefício, que não será mais obrigatória a cada dois anos para pessoas com deficiência. A revisão ficará a critério do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Essas mudanças fazem parte de um pacote fiscal aprovado pelo Congresso em 2024, com o objetivo de reduzir gastos. A reavaliação periódica, que visa garantir que o benefício seja concedido apenas a quem realmente precisa, não tem sido realizada adequadamente desde 2009. O novo decreto estabelece que a renda bruta será considerada, excluindo do cálculo auxílios temporários, BPC pago a outros membros da família e pensão alimentícia.

Além disso, a inclusão no Cadastro Único e a obrigatoriedade do uso de biometria foram reforçadas. Em caso de suspensão do benefício, o decreto assegura notificação prévia e direito de defesa aos beneficiários. Essas medidas visam inibir fraudes e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

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