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Motta propõe urgência em projeto que limita incentivos fiscais após cobranças

Câmara vota requerimento de urgência para projeto que revisa incentivos fiscais, buscando atender demandas de ajuste fiscal.

Deputado Hugo Motta, atual presidente da Câmara. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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A Câmara dos Deputados vai votar um pedido de urgência para acelerar a análise de um projeto que revisa os incentivos fiscais do governo. Essa proposta, do deputado Doutor Luizinho, busca mostrar que o Congresso está comprometido em fazer ajustes fiscais, especialmente após a mudança nas regras do IOF. O projeto, que já passou pelo Senado, estabelece como os benefícios tributários devem ser concedidos e avaliados. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que um corte de 10% nos benefícios poderia trazer 15 bilhões de reais para a União, mas ele só enviará um projeto sobre isso em agosto. O presidente da Câmara, Hugo Motta, tem falado sobre a importância de cortar gastos desnecessários. Se o requerimento for aprovado, o projeto será discutido diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.

A Câmara dos Deputados votará, na próxima semana, um requerimento de urgência para acelerar a tramitação de um projeto que revisa incentivos fiscais da União. A proposta, apresentada pelo deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), visa demonstrar o comprometimento do Congresso com um “ajuste no andar de cima”, especialmente após a derrubada das regras do IOF.

O projeto, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), estabelece critérios e procedimentos para a concessão e avaliação de benefícios tributários. A urgência foi proposta um dia após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciar que enviaria um projeto de corte nos benefícios tributários infraconstitucionais apenas em agosto. Haddad indicou que um corte de 10% poderia gerar uma arrecadação de 15 bilhões de reais para a União.

Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem enfatizado a necessidade de medidas que ajudem a conter gastos desnecessários. A aprovação do requerimento permitirá que o projeto seja analisado diretamente em plenário, sem passar pelas comissões temáticas. Essa ação ocorre em meio a críticas sobre a contradição do Parlamento, que cobra do governo Lula (PT) a redução de despesas enquanto aprova propostas que aumentam os gastos, como o aumento no número de deputados federais.

A proposta já recebeu aprovação no Senado em 2023 e é considerada uma prioridade pelo Ministério da Fazenda. As modificações sugeridas na Lei de Responsabilidade Fiscal incluem a avaliação dos impactos econômico e social dos incentivos, além da definição de metas que, se não cumpridas, impedirão a renovação dos benefícios.

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