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Polícia Federal investiga emendas de deputado do PDT em nova operação de corrupção

Polícia Federal investiga deputado e prefeitos por fraudes em emendas parlamentares na Bahia e afasta autoridades envolvidas.

Ação conjunta da PF, MPF e CGU mira desvio de recursos públicos na segunda fase da Operação Overclean (Foto: Divulgação/CGU)
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A Polícia Federal iniciou a quarta fase da Operação Overclean, que investiga fraudes em emendas parlamentares na Bahia. Com autorização do Supremo Tribunal Federal, a operação quebrou o sigilo telefônico do deputado federal Félix Mendonça e afastou os prefeitos de Ibipitanga e Boquira. A investigação também envolve um assessor de Mendonça, que é suspeito de ser o operador financeiro de um esquema que liberava emendas em troca de vantagens indevidas. Os crimes investigados incluem corrupção e lavagem de dinheiro, com repasses feitos entre 2021 e 2024 para obras públicas. Mendonça nega qualquer irregularidade e afirma que suas emendas sempre foram para o benefício das cidades. A Polícia Federal continua a apuração e novos desdobramentos são esperados.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (27) a quarta fase da Operação Overclean, que investiga fraudes em emendas parlamentares na Bahia. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tem como alvo o deputado federal Félix Mendonça (PDT) e seu assessor, Marcelo Chaves Gomes.

A operação resultou na quebra do sigilo telefônico de Mendonça e no afastamento dos prefeitos de Ibipitanga, Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira (PT), e Boquira, Alan Machado França (PSB). Também foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Salvador e Paratinga.

As investigações apontam que o assessor de Mendonça atuava como operador financeiro de um esquema que liberava emendas para os municípios em troca de vantagens indevidas. Os crimes apurados incluem corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Os repasses, realizados entre 2021 e 2024, visavam custear obras públicas, como a pavimentação de ruas.

Mendonça negou irregularidades e afirmou que suas emendas sempre foram destinadas ao benefício das cidades. Ele destacou que as solicitações para os recursos partem de prefeitos ou lideranças locais, sem indicação de empresas específicas para os serviços.

A PF continua a investigação, que já revelou um esquema complexo de desvio de recursos públicos. Novos desdobramentos são esperados nos próximos dias, à medida que as autoridades aprofundam as apurações sobre os envolvidos.

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