O subprocurador Lucas Rocha Furtado pediu ao Tribunal de Contas da União que investigue a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) por ter contratado dois maquiadores como assessores em seu gabinete. Ele alega que essas contratações são irregulares e violam o princípio de impessoalidade, já que os profissionais foram escolhidos por suas habilidades em maquiagem. Furtado quer que, se as irregularidades forem confirmadas, o TCU determine o ressarcimento aos cofres públicos. O caso também gerou uma representação à Procuradoria-Geral da República, com pedidos de apuração sobre possíveis atos de improbidade administrativa. Em defesa, Hilton afirmou que os maquiadores realizam funções de assessoria além da maquiagem, como acompanhar comissões e elaborar relatórios. Ronaldo Hass, um dos contratados, recebe quase R$ 9.700 e tem trabalhado em eventos da deputada, enquanto Índy Motiel, que ganha cerca de R$ 2.100, a chama de “musa” nas redes sociais.
O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, protocolou uma representação contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) devido à contratação de dois maquiadores como assessores em seu gabinete. A investigação foi solicitada na última quarta-feira, após o caso ganhar destaque nas redes sociais, especialmente entre opositores da parlamentar.
Furtado argumenta que as nomeações de Ronaldo Hass e Índy Motiel como secretários parlamentares configuram desvio de finalidade e violação do princípio de impessoalidade. O subprocurador afirma que os profissionais foram contratados por suas habilidades como maquiadores e que, de fato, exerceram essa função em benefício direto de Hilton. Ele pediu que, caso as irregularidades sejam confirmadas, o TCU determine o ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos.
A situação também gerou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) por parte do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) e do líder do PL na Câmara, Zucco (PL-RS), que solicitam a apuração da conduta de Hilton por suspeitas de improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar.
Em resposta às acusações, a deputada defendeu-se, afirmando que os maquiadores exercem funções de assessoria além da maquiagem. Hilton destacou que seus assessores a acompanham em comissões e audiências, elaborando relatórios e interagindo com a população. Ela mencionou que, embora os tenha conhecido como maquiadores, identificou outros talentos neles e os convidou para trabalhar em seu gabinete.
Ronaldo Hass, listado como assessor desde maio de 2022, recebe um salário bruto de R$ 9.678,22. Ele tem sido responsável por produções de Hilton em eventos como o show da Beyoncé em Paris. Já Índy Motiel, que atua como assessora desde dezembro de 2022, tem um salário bruto mensal de R$ 2.126,59 e frequentemente se refere à deputada como “musa” em suas postagens nas redes sociais.
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