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Investigação aponta que soldado foi morto por colega antes de suposto suicídio

Ministério Público Militar aponta homicídio na morte de jovem militar, enquanto testemunhas são silenciadas e defesa nega acusações.

Três colegas de alojamento do soldado também citaram supostos problemas de Wenderson com a namorada (Foto: Reprodução)
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Wenderson Nunes Otávio, um jovem militar de 19 anos, foi encontrado morto em janeiro, inicialmente considerado suicídio. No entanto, o Ministério Público Militar do Rio de Janeiro agora afirma que ele foi assassinado por Jonas Gomes Figueira, um ex-soldado. O tiro que matou Wenderson ocorreu enquanto ele se preparava para calçar um coturno. Figueira costumava brincar com armas, acreditando que estavam descarregadas. Um sargento também foi indiciado por não seguir as normas de segurança. Após a morte, o comando do batalhão pediu que os soldados não falassem sobre o caso, insistindo na versão do suicídio, que a família de Wenderson sempre contestou. A defesa de Figueira nega as acusações, enquanto ele enfrenta acusações de homicídio qualificado. O sargento pode ser responsabilizado por condescendência criminosa. A família de Wenderson espera que a verdade sobre sua morte seja revelada.

O Ministério Público Militar (MPM) do Rio de Janeiro concluiu a investigação sobre a morte do jovem militar Wenderson Nunes Otávio, de 19 anos, ocorrida em 15 de janeiro. Inicialmente classificada como suicídio, a hipótese foi descartada após novas evidências. O MPM apontou Jonas Gomes Figueira, ex-soldado do 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista, como autor do disparo que matou Wenderson.

O disparo, que atingiu a cabeça do jovem, foi realizado enquanto ele se preparava para calçar um coturno. Testemunhas relataram que Figueira costumava brincar com armas, apontando-as para colegas, acreditando que estavam descarregadas. A investigação revelou que um sargento, Alessandro dos Reis Monteiro, também foi indiciado por não fiscalizar a entrada da arma no alojamento, o que contraria as normas militares.

Pressão e Silêncio

Após a morte, o comando do batalhão teria orientado os militares a manterem silêncio sobre o caso. Um comandante reuniu os soldados e determinou que a versão oficial seria de suicídio. A família de Wenderson nunca acreditou nessa versão, e a namorada do jovem afirmou que o relacionamento estava bem, sem problemas significativos.

A defesa de Figueira se manifestou, alegando que ele é inocente e que a denúncia do MPM não possui fundamento. O Centro de Comunicação Social do Exército afirmou que todas as ações do batalhão foram pautadas pelo cumprimento das normas e pela integridade do processo.

Implicações Legais

O ex-soldado enfrenta acusações de homicídio qualificado e recusa de obediência. O sargento, por sua vez, pode responder por condescendência criminosa, que pode resultar em até seis meses de detenção. A dor da família de Wenderson é intensa, mas há esperança de que a verdade sobre sua morte seja finalmente revelada.

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