Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho e candidata do Partido Comunista, venceu as primárias da coalizão governista chilena com 60% dos votos, superando Carolina Tohá, que teve 28%. Essa é a primeira vez que um membro do Partido Comunista é escolhido por uma aliança ampla desde 1990. Jara enfatizou a necessidade de união da centro-esquerda para enfrentar a direita nas eleições de novembro. A participação nas primárias foi baixa, com apenas 1,4 milhão de eleitores, uma queda em relação a 2021. Agora, Jara enfrentará candidatos da oposição, como José Antonio Kast e Evelyn Matthei, que estão à frente nas pesquisas. Apesar de Tohá ser vista como uma candidata mais forte, Jara terá que construir sua campanha do zero. Com 51 anos, Jara é conhecida por sua atuação no Ministério do Trabalho, onde reduziu a jornada semanal de trabalho e liderou a reforma da previdência. Os candidatos têm até 18 de agosto para se registrar, e o primeiro turno das eleições será em 16 de novembro. Se ninguém conseguir mais de 50% dos votos, haverá um segundo turno em 14 de dezembro.
A comunista Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho do governo de Gabriel Boric, foi eleita como a candidata da coalizão governista chilena para as eleições gerais de novembro. Jara conquistou 60% dos votos nas primárias realizadas no último domingo, 29, superando a ex-ministra Carolina Tohá, que obteve 28%.
A vitória de Jara marca um momento histórico, sendo a primeira vez que um membro do Partido Comunista é indicado por uma ampla aliança política desde o retorno à democracia em 1990. Ela destacou a importância da união da centro-esquerda para enfrentar a direita nas próximas eleições, afirmando que “as diferenças não são um problema, são uma oportunidade”.
A participação nas primárias foi considerada baixa, com apenas 1,4 milhão de eleitores comparecendo, em contraste com os 15 milhões aptos a votar. Esse número representa uma queda em relação às primárias de 2021, que contaram com 1,7 milhão de participantes. A acadêmica Nerea Palma comentou que essa baixa mobilização é um sinal negativo para o governo.
Desafios à Frente
Agora, Jara enfrentará candidatos da oposição, como o ultradireitista José Antonio Kast e a representante da direita tradicional Evelyn Matthei, que lideram as pesquisas. A acadêmica Mireya Dávila ressaltou que, apesar de Tohá ser vista como uma candidata mais forte, Jara terá que construir sua campanha do zero.
Jara, de 51 anos, é conhecida por sua gestão no Ministério do Trabalho, onde promoveu a redução da jornada semanal de trabalho de 45 para 40 horas e liderou a reforma da previdência. Sua candidatura representa uma nova esperança para a esquerda, que busca se reerguer em um cenário político polarizado.
Os candidatos de outros setores têm até 18 de agosto para se registrar junto ao Serviço Eleitoral (Servel). O primeiro turno das eleições presidenciais está agendado para 16 de novembro. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos, um segundo turno será realizado em 14 de dezembro.
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