Sean “Diddy” Combs está enfrentando sérias acusações de tráfico sexual, extorsão e prostituição em um julgamento que acontece em Manhattan. A promotora Christy Slavik apresentou evidências de coerção, incluindo um caso em que Combs agrediu a ex-namorada Cassie e outro em que uma mulher chamada “Jane” disse que foi forçada a ter relações sexuais. A defesa, liderada pelo advogado Marc Agnifilo, argumentou que os encontros eram consensuais e que os pagamentos feitos a outras pessoas não eram subornos, mas tentativas de evitar problemas de imagem. Os promotores também alegam que Combs participou de uma conspiração para extorquir e obstruir a justiça, mas a defesa nega essas acusações. O julgamento está se aproximando do fim, e os jurados devem começar a deliberar em breve.
O governo federal e a defesa de Sean “Diddy” Combs apresentaram suas alegações finais em um caso que envolve acusações graves de tráfico sexual, extorsão e prostituição. O julgamento, que ocorre na Corte Distrital dos EUA em Manhattan, se aproxima de sua conclusão, com os jurados prontos para deliberar na próxima segunda-feira.
A promotora federal Christy Slavik destacou que, para condenar Combs por tráfico sexual, é suficiente um exemplo de coerção. Ela citou um incidente em 2016, onde Combs foi filmado agredindo Casandra Ventura, conhecida como Cassie, e um episódio em 2024 envolvendo uma mulher identificada como “Jane”. Esta última testemunhou que foi pressionada a ter relações sexuais com outro homem, afirmando repetidamente que não queria.
A defesa, liderada pelo advogado Marc Agnifilo, argumentou que os encontros eram consensuais e românticos. Ele descreveu as interações como momentos de intimidade, onde o casal desfrutava de boa comida e música. Agnifilo também contestou as alegações de manipulação de testemunhas, afirmando que os pagamentos feitos a terceiros não configuravam suborno, mas sim tentativas de evitar má publicidade.
Acusações de Conspiração
Os promotores alegam que Combs estava envolvido em uma conspiração para extorsão, incluindo crimes como sequestro e obstrução da justiça. Slavik mencionou que, após resolver um processo com Ventura, Combs contatou Jane, buscando sua amizade e oferecendo apoio financeiro. A defesa refutou essas alegações, afirmando que não houve investigação criminal após os incidentes mencionados.
Durante as alegações, Agnifilo fez comentários sarcásticos sobre a investigação, questionando a credibilidade das provas apresentadas. Ele também se referiu a um depoimento de uma testemunha que alegou ter sido sequestrada, ironizando a situação.
Combs, que se manteve atento durante o julgamento, foi descrito como um homem violento pela promotoria. A promotora Maurene Comey pediu aos jurados que considerassem as vozes das mulheres que alegam ter sido abusadas por ele. O desfecho do caso está próximo, com a expectativa de que os jurados comecem a deliberar em breve.
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