A SuperVia, que cuida do transporte ferroviário na Região Metropolitana do Rio, vai entregar o serviço ao governo até setembro de 2024. A empresa tem recebido críticas por aumentar o tempo de viagem e por problemas operacionais, como trens lotados e composições que não funcionam. Atualmente, os passageiros passam mais tempo nos trens do que em 1998, com atrasos que podem chegar a 28 minutos em horários de pico. Por exemplo, a viagem da Estação Pedro II até Santa Cruz, que antes levava 75 minutos, agora dura 98 minutos. Em 2024, quase 5 mil viagens foram canceladas ou interrompidas, e muitos trens estão superlotados. A SuperVia também tem 79 composições paradas, sem uso, que serão leiloadas. A empresa diz que está fazendo manutenção na via, mas a situação ainda é preocupante, e o governo está pensando em como será a nova gestão do sistema ferroviário.
A SuperVia, concessionária do transporte ferroviário na Região Metropolitana do Rio, deve entregar o serviço ao governo até setembro de 2024. Após quase 27 anos de operação, a empresa enfrenta críticas por aumentos no tempo de viagem e problemas operacionais, como trens superlotados e composições inservíveis.
Atualmente, os passageiros gastam mais tempo nas composições do que em 1998. Em horários de pico, a diferença pode chegar a 28 minutos. Por exemplo, o trajeto da Estação Pedro II até Santa Cruz, que levava 75 minutos, agora dura 98 minutos. No ramal Belford Roxo, a viagem aumentou de 53 para 64 minutos. A situação é semelhante em outros ramais, como Japeri, onde o tempo de viagem passou de 75 para 103 minutos.
O presidente do Sindicato dos Maquinistas, Valmir de Lemos, aponta que a redução da velocidade dos trens é resultado do estado precário da via permanente, que inclui trilhos e dormentes deteriorados. O engenheiro ferroviário Hélio Suevo Rodrigues também destaca a necessidade urgente de substituições em trechos críticos.
Problemas Operacionais
A SuperVia tem enfrentado atrasos e cancelamentos frequentes. Em 2024, foram registradas quase 5 mil viagens canceladas ou interrompidas. Durante uma reportagem, foram observados trens superlotados e falhas operacionais, como portas que não fechavam corretamente. Em um incidente, passageiros tiveram que descer e caminhar pelos trilhos após o trem parar.
Além disso, a concessionária possui um “cemitério ferroviário” com 79 composições consideradas inservíveis. Essas unidades, fabricadas entre os anos 70 e 80, estão paradas em um pátio, com peças retiradas e sem manutenção. A Central Logística informou que esses trens serão leiloados.
A SuperVia afirma que a inspeção da via segue normas nacionais e internacionais. Nos últimos 18 meses, foram substituídos mais de 45 mil dormentes e 402 toneladas de trilhos. A empresa também menciona que a pandemia trouxe desafios adicionais, como a diminuição do número de passageiros e o aumento de furtos de materiais. O governo agora estuda como será a nova gestão do sistema ferroviário.
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