- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu mais de R$ 20 milhões em emendas após o Congresso derrubar três decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reajustavam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
- A votação ocorreu no dia 25 de junho, com 383 votos a favor e 98 contra, representando uma das maiores derrotas do governo Lula.
- O governo liberou R$ 596 milhões em emendas a deputados e senadores, com Alcolumbre recebendo a maior parte.
- Outros senadores, como Eduardo Braga, Styvenson Valentim e Renan Calheiros, também receberam valores significativos em emendas.
- Durante a votação, Alcolumbre e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, trocaram críticas sobre a condução do processo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu mais de 20 milhões de reais em emendas logo após o Congresso derrubar três decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reajustavam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Essa foi uma das maiores derrotas do governo Lula em seu terceiro mandato. A votação que resultou na derrubada dos decretos ocorreu na quarta-feira, 25, quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou o projeto de forma inesperada. A aprovação foi expressiva, com 383 votos a favor e 98 contra.
Após a derrota, o governo Lula liberou 596 milhões de reais em emendas a deputados e senadores, com Alcolumbre recebendo a maior parte. Outros senadores, como Eduardo Braga (MDB-AM), Styvenson Valentim (PSDB-RN) e Renan Calheiros (MDB-AL), também se destacaram nas liberações, recebendo 9 milhões, 7 milhões e 6,5 milhões de reais, respectivamente. As emendas de Alcolumbre visam o “incremento temporário ao custeio dos serviços de atenção primária à saúde”.
Tensão no Senado
Durante a votação da derrubada dos decretos, Alcolumbre e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), trocaram críticas. Wagner expressou sua insatisfação com a forma como a votação foi conduzida, afirmando que a derrubada ocorreu após um suposto acordo com o governo. Ele destacou que a situação “tangencia o perigo”, referindo-se à quebra de acordos. Alcolumbre, por sua vez, reconheceu a derrota do governo, afirmando que o decreto “começou mal” e que a situação reflete a fragilidade do governo Lula.
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