- O ato de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, realizado no último domingo, reuniu apenas 12,4 mil pessoas, número considerado baixo por seus aliados.
- Críticas surgiram entre os correligionários do Partido Liberal (PL), que sugerem que Bolsonaro deve participar de eventos mais seletivos.
- A avaliação é que o ex-presidente se tornou um “arroz de festa”, com muitas manifestações que não geraram mudanças significativas no cenário político.
- A ausência de figuras importantes, como os presidentes do Progressistas (PP) e do União Brasil, foi notada e criticada.
- A manifestação foi a primeira após o depoimento de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, onde ele adotou um tom mais conciliador, o que pode ter influenciado a baixa adesão.
Nem mesmo os aliados de Jair Bolsonaro escaparam das críticas após o ato realizado no último domingo (29) na Avenida Paulista. Com apenas 12,4 mil pessoas presentes, o evento gerou descontentamento entre os correligionários do PL, que sugerem que o ex-presidente deve participar de eventos mais seletivos para aumentar sua relevância.
A avaliação de alguns aliados é que Bolsonaro se tornou um “arroz de festa”, com um número excessivo de manifestações que não resultaram em mudanças significativas no cenário político, especialmente em relação aos presos do 8 de janeiro e ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde o ano passado, já ocorreram seis atos em apoio ao ex-presidente, sendo a maioria em São Paulo. Uma nova manifestação está prevista para setembro.
O público deste domingo foi consideravelmente menor do que em eventos anteriores, como o de abril, que reuniu 44,9 mil manifestantes. A contagem deste último ato teve uma margem de erro de 1,5 mil pessoas, segundo o grupo de pesquisa “Monitor do debate político” da USP. Para alguns organizadores, a comparação com manifestações da esquerda, que também enfrentaram esvaziamento, foi uma tentativa de minimizar as críticas.
Críticas Internas
Aliados de Bolsonaro começaram a apontar culpados pela baixa adesão. A ausência de figuras importantes, como os presidentes do PP e do União Brasil, foi notada e criticada. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, comentou sobre a situação, destacando a importância da presença de figuras relevantes. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, justificou sua falta ao evento por compromissos em Roraima, mas organizadores afirmaram não ter sido informados sobre sua viagem.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também foi alvo de críticas por seu discurso, que não mencionou o STF, o que foi visto como uma oportunidade perdida para defender aliados presos. A baixa adesão, segundo alguns próximos a Bolsonaro, não reflete uma diminuição de sua popularidade, mas sim falhas na divulgação do ato. Influenciadores que não promoveram o evento foram criticados, mesmo com a presença do pastor Silas Malafaia, que possui mais de 4 milhões de seguidores.
A manifestação foi a primeira convocada por Bolsonaro após seu depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, onde adotou um tom mais conciliador. Essa mudança de postura pode ter contribuído para a ausência de parte do público, que esperava uma reação mais contundente do ex-presidente.
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