A BBC pediu desculpas por não ter cortado a transmissão ao vivo da apresentação da banda Bob Vylan no festival de Glastonbury, onde os músicos fizeram declarações anti-Israel, pedindo ao público que gritasse “morte ao exército de Israel”. A emissora reconheceu que deveria ter interrompido a exibição e prometeu revisar suas regras sobre transmissões ao vivo. O vocalista Bobby Vylan disse que recebeu muitas mensagens de apoio e críticas, ressaltando a importância de ensinar as crianças a se manifestarem. O órgão regulador de comunicações do Reino Unido, Ofcom, afirmou que a BBC precisa explicar o que aconteceu, e a secretária de Cultura, Lisa Nandy, pediu esclarecimentos ao diretor da emissora. Os organizadores do festival condenaram os cânticos, afirmando que não aceitam antissemitismo ou incitação à violência. A embaixada de Israel criticou a performance, chamando-a de glorificação da violência, e a polícia local está analisando as imagens da apresentação para verificar se houve crimes.
A BBC pediu desculpas nesta segunda-feira, 30, por não ter interrompido a transmissão ao vivo da apresentação da banda Bob Vylan no festival de Glastonbury. O incidente ocorreu no sábado, 28, quando os músicos proferiram declarações consideradas anti-Israel, incitando o público a gritar “morte ao exército de Israel”.
A emissora reconheceu que, com o benefício da retrospectiva, deveria ter cortado a transmissão durante a performance. Em comunicado, a BBC afirmou que não deveria ter permitido a exibição de mensagens que incitam à violência, prometendo revisar suas diretrizes sobre eventos ao vivo. “A BBC respeita a liberdade de expressão, mas se posiciona firmemente contra a incitação à violência”, destacou a emissora.
O vocalista da banda, Bobby Vylan, comentou que recebeu uma enxurrada de mensagens de apoio e críticas. Ele enfatizou a importância de ensinar as crianças a se manifestarem por mudanças. Embora a apresentação não tenha sido transmitida na TV, foi possível assisti-la ao vivo pelo iPlayer.
Reações e Consequências
A Ofcom, órgão regulador de comunicações do Reino Unido, afirmou que a BBC tem “perguntas a responder” sobre o episódio. A secretária de Cultura, Lisa Nandy, buscou explicações junto ao diretor da emissora, Tim Davie. O governo britânico também se manifestou, com o secretário de Cultura solicitando uma investigação sobre a decisão de manter a apresentação no ar.
Os organizadores do festival condenaram os cânticos, afirmando que estavam “consternados com as declarações” feitas no palco. Eles ressaltaram que não há espaço para antissemitismo ou incitação à violência no Glastonbury. A embaixada de Israel no Reino Unido criticou a performance, chamando-a de “glorificação da violência” e levantando preocupações sobre a normalização de linguagem extremista. A polícia local confirmou que está analisando imagens da apresentação para verificar se houve prática de crimes.
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