Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, vão depor como testemunhas na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. As audiências estão marcadas para acontecer entre 14 e 21 de julho, por videoconferência, sob a supervisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Os irmãos têm criticado Moraes, especialmente em relação às investigações que envolvem a família. Carlos, que é vereador no Rio de Janeiro, tem usado suas redes sociais para atacar as decisões do STF e chamou a investigação de “farsa”. Eduardo, deputado federal licenciado, também criticou Moraes, chamando-o de “tirano” e afirmando que o ministro está destinado a perder. As tensões entre Eduardo e Moraes começaram em 2018, quando Eduardo sugeriu que seria necessário um “cabo e um soldado” para fechar o STF, o que levou Moraes a responder ironicamente. A situação se complica à medida que as investigações avançam, colocando os filhos do ex-presidente em uma posição difícil diante da Justiça.
Carlos e Eduardo Bolsonaro serão ouvidos pelo STF em investigação sobre tentativa de golpe
RIO – Os irmãos Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, prestarão depoimentos como testemunhas na ação penal que investiga o “Núcleo 2” da tentativa de golpe de Estado. As audiências estão agendadas para ocorrer entre 14 e 21 de julho, por videoconferência, sob a supervisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os dois têm sido críticos frequentes de Moraes, especialmente em meio às investigações que envolvem o clã Bolsonaro. Carlos, vereador no Rio de Janeiro, tem utilizado suas redes sociais para questionar as decisões do STF e atacar a imparcialidade do ministro. Em postagens anteriores, ele chamou o inquérito sobre fake news de “inconstitucional” e “abusivo”, além de descrever a investigação sobre a tentativa de golpe como uma “farsa”.
Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado, intensificou os ataques, chamando Moraes de “tirano” e afirmando que o ministro “sabe que vai sair derrotado”. Em entrevistas, Eduardo criticou a atuação de Moraes, alegando que o STF tem agido contra a democracia ao derrubar decisões do Congresso. Ele também expressou preocupação com possíveis incidentes diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos devido às investigações.
Conflitos e tensões
As tensões entre Eduardo e Moraes remontam à campanha presidencial de 2018, quando o deputado insinuou que seria necessário apenas “um cabo e um soldado” para fechar o STF. Moraes, em resposta, ironizou a declaração, afirmando que “o cabo, o soldado, o coronel estão todos presos”, enquanto o STF continua funcionando.
Recentemente, Eduardo também criticou a atuação de delegados da Polícia Federal envolvidos na investigação, insinuando que Moraes controla a PF. A situação se agrava à medida que as investigações avançam, colocando os filhos do ex-presidente em uma posição delicada diante da Justiça.
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