- A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi condenada a 6 anos de prisão pela Corte Suprema.
- A decisão foi anunciada em 10 de outubro e não cabe mais recurso.
- A condenação se refere a fraudes em licitações e obras superfaturadas na província de Santa Cruz durante seu mandato.
- Com a sentença, seus direitos políticos foram cassados e a prisão será imediata.
- Cristina se declarou inocente e criticou a decisão, enquanto o presidente Javier Milei celebrou a condenação.
BUENOS AIRES – A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi condenada a 6 anos de prisão pela Corte Suprema, que manteve a decisão de tribunais inferiores sobre corrupção em obras públicas. A sentença foi anunciada nesta terça-feira, 10, e não cabe mais recurso.
A condenação se refere a contratação de obras superfaturadas e fraudes em licitações na província de Santa Cruz durante seu mandato. Com a decisão, seus direitos políticos também foram cassados, e a prisão será imediata. Juristas especulam que ela pode ser mantida em prisão domiciliar até que a Justiça decida sobre o regime a ser cumprido.
Cristina se declarou inocente e afirmou ser alvo de uma perseguição judicial. Em discurso a apoiadores, criticou os membros da Suprema Corte, chamando-os de “marionetes” e acusando-os de atender a interesses econômicos poderosos. O presidente Javier Milei, seu principal adversário, celebrou a decisão, afirmando que se tratou de uma questão de justiça.
A ex-presidente, que tem 72 anos, havia anunciado recentemente sua intenção de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de setembro. Com a condenação, a oposição precisará reavaliar suas estratégias eleitorais para as eleições parlamentares e regionais de outubro. Cristina Kirchner é a segunda presidente na democracia argentina a ser condenada, após Carlos Menem, que também enfrentou problemas legais durante e após seu mandato.
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