- O governo sofreu uma derrota com a derrubada do decreto que alterava as regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo Congresso Nacional em apenas 33 dias.
- A colunista do Estadão, Maria Carolina Gontijo, destacou que a situação reflete a falta de credibilidade do governo e a repetição de erros na política tributária.
- A revogação do decreto é considerada um feito raro desde a década de 90 e demonstra a insatisfação do Legislativo.
- Gontijo criticou a narrativa do governo, que tenta justificar as mudanças como correções técnicas, afirmando que essa abordagem não convence mais.
- A análise aponta a necessidade de uma nova estratégia na política tributária, enfatizando a importância da comunicação e articulação com o Legislativo.
Após um mês de incertezas, o governo sofreu uma derrota significativa com a derrubada do decreto que alterava as regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O Congresso Nacional agiu rapidamente, revogando o texto em apenas 33 dias, evidenciando a fragilidade da articulação política do governo.
A colunista do Estadão, Maria Carolina Gontijo, conhecida como Duquesa de Tax, destacou que a situação não se resume a problemas de comunicação, mas reflete uma falta de credibilidade e a repetição de erros na política tributária. A derrubada do decreto, um feito raro desde a década de 90, mostra a insatisfação do Legislativo com a abordagem do governo.
Gontijo criticou a narrativa do governo, que tenta justificar as mudanças como correções técnicas, afirmando que essa estratégia já não convence mais. Para ela, a criatividade tributária do governo se tornou previsível e sem inovação, resultando em um modelo de arrecadação que carece de articulação política.
A colunista também apontou que o governo enfrenta um descrédito crescente, agravado por um desgaste político que se intensifica a cada erro. A insistência em soluções improvisadas, sem uma reorganização orçamentária adequada, tem gerado um ambiente de incerteza e insatisfação.
A análise da Duquesa de Tax ressalta a necessidade de um novo entendimento sobre como conduzir a política tributária em um ambiente democrático, onde a comunicação e a articulação com o Legislativo são essenciais para a governabilidade.
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