Erin Patterson, uma mulher australiana de 50 anos, está sendo julgada por cozinhar um almoço que matou três familiares e deixou outro hospitalizado. O júri começou a deliberar após quase dois meses de julgamento. A acusação afirma que ela adicionou cogumelos venenosos intencionalmente ao prato e mentiu para a polícia, enquanto a defesa diz que foi um acidente. Os familiares que morreram têm 70 e 66 anos, e uma sobrevivente ficou em coma. Durante o julgamento, a promotora disse que Patterson mentiu várias vezes, inclusive sobre ter câncer para que os familiares fossem ao almoço. A defesa argumentou que não havia motivo para um crime e que Patterson tinha um bom relacionamento com eles. Ela afirmou que não queria machucar ninguém e que os cogumelos podem ter sido uma mistura de tipos diferentes. O juiz pediu ao júri que não a condenasse apenas por mentir, lembrando que comportamentos suspeitos podem ter várias explicações. O júri agora está em reclusão enquanto decide o veredicto.
O júri do caso de Erin Patterson, uma mulher australiana de 50 anos, se retirou para deliberar após quase dois meses de julgamento. Ela é acusada de preparar um almoço mortal com cogumelos venenosos, resultando na morte de três familiares e na hospitalização de outro. O incidente ocorreu em julho de 2023, em sua casa em Leongatha, na Austrália.
A acusação sustenta que Patterson adicionou intencionalmente cogumelos tóxicos ao prato de beef Wellington e mentiu para a polícia, além de ter descartado evidências. Em contrapartida, a defesa argumenta que a inclusão dos cogumelos venenosos foi acidental e que as mentiras foram fruto de pânico após o ocorrido. Os familiares afetados foram Don e Gail Patterson, ambos com 70 anos, e a irmã de Gail, Heather Wilkinson, de 66 anos. Heather sobreviveu, mas passou semanas em coma.
Detalhes do Julgamento
Durante o julgamento, a promotora Nanette Rogers SC afirmou que Patterson “contou tantas mentiras que é difícil acompanhar”. Ela alegou que a ré mentiu sobre um diagnóstico de câncer para convencer os familiares a comparecer ao almoço e que, após o incidente, criou uma narrativa para se proteger. A defesa, por sua vez, destacou a ausência de um motivo claro para o crime, enfatizando que Patterson tinha um bom relacionamento com os familiares.
Patterson declarou ao júri que não tinha intenção de prejudicar ninguém e que os cogumelos usados podem ter sido uma mistura de variedades compradas e forrageadas. Ela também mencionou ter sofrido de bulimia, o que, segundo sua defesa, pode explicar por que não ficou tão doente quanto os outros.
Instruções Finais do Juiz
O juiz Christopher Beale orientou o júri a não condenar Patterson apenas por mentir, ressaltando que existem diversas razões para comportamentos que podem parecer suspeitos. O júri agora está em reclusão, sem contato com o mundo exterior, enquanto delibera sobre o veredicto.
Entre na conversa da comunidade