- A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) irá defender o advogado Eduardo Kuntz, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por troca de mensagens com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens.
- Kuntz representa Marcelo Costa Câmara, um militar acusado de envolvimento em uma trama golpista, e prestará depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira, 1º.
- O relator do caso, Alexandre de Moraes, prendeu Câmara por descumprir condições de liberdade, como a proibição de contatar outros investigados.
- A OAB-SP protocolou a procuração no inquérito e Kuntz será assistido pelos criminalistas Alberto Toron e Renato Marques Martins.
- Kuntz busca anular a delação de Cid, apresentando mensagens que indicam coerção, enquanto Moraes investiga Câmara e Kuntz por suposta obstrução da justiça.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) anunciou que irá defender o advogado Eduardo Kuntz, que está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF). Kuntz é acusado de trocar mensagens com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, enquanto representa Marcelo Costa Câmara, um militar implicado em uma suposta trama golpista. O advogado prestará depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira, 1º.
O relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou a prisão de Câmara por descumprir condições de liberdade, incluindo a proibição de contatar outros investigados. A OAB-SP protocolou a procuração nos autos do inquérito na segunda-feira, 30. Kuntz será assistido pelos criminalistas Alberto Toron e Renato Marques Martins, ambos da Comissão de Prerrogativas da Ordem, que já atuaram em casos de grande repercussão, como a Lava-Jato.
Defesa das Prerrogativas
A intervenção da OAB-SP visa garantir a defesa das prerrogativas funcionais de Kuntz. A entidade já teve atritos com Moraes em outras ocasiões, especialmente em relação a restrições impostas a advogados. Recentemente, a defesa do general Walter Braga Netto recorreu ao Conselho Federal da OAB devido à proibição de gravação de acareação entre Netto e Cid, decisão que gerou descontentamento na categoria.
Após ser libertado, Mauro Cid enviou mensagens por meio de um perfil no Instagram, alegando ter sido coagido a fazer declarações em seu acordo de delação. Kuntz apresentou essas mensagens ao STF, argumentando que elas demonstram inconsistências nas declarações de Cid. O advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, questionou Cid sobre o perfil durante seu interrogatório, mas a conta foi desativada logo após.
Investigação em Andamento
Moraes não contestou a credibilidade da delação de Cid, mas abriu uma investigação contra Câmara e Kuntz por suposta obstrução da justiça. O ministro destacou que as condutas relatadas indicam tentativas de interferir nas investigações sobre o golpe. A situação continua a se desenrolar, com a OAB-SP se posicionando firmemente em defesa das prerrogativas de seus membros.
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