A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) alertou em 2024 sobre o aumento do discurso de ódio na Europa, incluindo Portugal, onde casos de racismo foram destacados. Um exemplo é o de Namíbia Kaiowa, uma sommelier negra que foi demitida de um bar em Lisboa porque a proprietária disse que clientes não gostavam de sua presença, mostrando o racismo estrutural no setor. Namíbia já havia enfrentado discriminação em outros empregos. O relatório também mencionou vandalismo em escolas e universidades com mensagens racistas e ataques xenofóbicos a uma deputada negra. A ECRI expressou preocupação com a normalização do racismo e a falta de dados sobre o problema em Portugal. Namíbia decidiu contar sua história para denunciar a falta de leis que criminalizem o racismo no país, ressaltando que a falta de informações sobre discriminação ajuda a manter a situação. O relatório ainda apontou um aumento da xenofobia e do discurso anti-imigração, especialmente contra imigrantes não europeus, e destacou que a desinformação sobre imigrantes, muitas vezes associando-os à criminalidade, está presente nas discussões políticas.
A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) em seu relatório de 2024, alertou sobre o crescimento do discurso de ódio na Europa, com foco em imigrantes, ciganos, comunidade LGBTI e pessoas negras. O documento destaca que Portugal não está imune a essa tendência, apresentando casos alarmantes de racismo.
Entre os relatos, destaca-se a experiência da sommelier negra Namíbia Kaiowa, que foi demitida de um bar em Lisboa. Segundo ela, a proprietária alegou que clientes se incomodavam com sua presença, evidenciando o racismo estrutural no setor gastronômico. Namíbia, de 38 anos, afirmou que essa foi a terceira vez que enfrentou discriminação em seu ambiente de trabalho.
A ECRI também mencionou que escolas e universidades em Portugal foram vandalizadas com mensagens racistas. Além disso, uma deputada negra foi alvo de comentários xenofóbicos, sendo solicitada a “voltar para seu país de origem” por um líder de partido de extrema direita. A comissão expressou preocupação com a normalização do racismo e a falta de dados oficiais sobre o tema no país.
Namíbia, orientada por uma advogada, decidiu compartilhar sua história para denunciar a falta de criminalização do racismo em Portugal. Ela ressaltou que a ausência de informações sobre incidentes de discriminação contribui para a perpetuação do problema. A ECRI também observou um aumento da xenofobia e do discurso anti-imigração, especialmente contra imigrantes não europeus.
O relatório conclui que a desinformação sobre imigrantes, frequentemente associando-os à criminalidade, está presente nas discussões políticas, o que agrava ainda mais a situação.
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