Um levantamento da FGV mostrou que entre 2019 e 2024, 4,2 milhões de aposentados e pensionistas do INSS sofreram descontos indevidos, totalizando mais de R$ 6 bilhões desviados. Essa situação levou à Operação Sem Desconto, que busca desmantelar o esquema. Apesar das denúncias nas redes sociais, o governo não tomou medidas efetivas, tanto na gestão de Jair Bolsonaro quanto na de Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa analisou 152 mil vídeos e encontrou 108 com denúncias, que tiveram 750 mil visualizações, com um aumento em 2024. Também foram registradas 142 mil buscas no Google sobre o tema e mais de 30 mil reclamações no Reclame Aqui. O diretor da FGV, Marco Aurélio Ruediger, destacou que as fraudes foram alertadas online antes de serem oficialmente reconhecidas. A investigação da Polícia Federal revelou que o INSS não adotou medidas preventivas, mesmo com as denúncias. As cobranças ilegais foram feitas por entidades conveniadas ao INSS, resultando em grandes perdas financeiras para os beneficiários. A Operação Sem Desconto levou à exoneração do presidente do INSS e à prisão de envolvidos no esquema, além da saída do ex-ministro da Previdência. Descontos indevidos já eram relatados antes, mostrando a gravidade do problema.
Na mira de uma possível CPI no Congresso, os descontos indevidos a aposentados e pensionistas do INSS têm gerado preocupações. Um levantamento da FGV revelou que, entre 2019 e 2024, 4,2 milhões de beneficiários foram vítimas de cobranças ilegais, resultando em mais de R$ 6 bilhões desviados. A situação levou à deflagração da Operação Sem Desconto, que visa desarticular o esquema.
As denúncias sobre esses descontos foram amplamente divulgadas em plataformas digitais nos últimos seis anos, sem resposta efetiva do governo, tanto na gestão de Jair Bolsonaro quanto na atual de Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa da FGV utilizou inteligência artificial para analisar 152 mil vídeos e diferentes bases de dados, identificando 108 vídeos com denúncias sobre os descontos. Esses conteúdos somaram 750 mil visualizações, com um aumento significativo em 2024.
O estudo também revelou 142 mil pesquisas no Google Trends sobre associações suspeitas e mais de 30 mil reclamações no Reclame Aqui relacionadas ao tema. Marco Aurélio Ruediger, diretor da FGV, destacou que as fraudes foram denunciadas na internet antes de serem oficialmente reconhecidas. A investigação da PF apontou que o INSS não implementou medidas preventivas, apesar das reiteradas denúncias.
Entre 2019 e 2024, as entidades associativas conveniadas ao INSS realizaram cobranças ilegais, com mais de R$ 6 bilhões subtraídos sem autorização dos beneficiários. Canais de advogados no YouTube, como o de Pedro Leal, alertaram sobre os descontos indevidos, destacando casos específicos e a necessidade de acompanhamento dos extratos pelos aposentados.
A Operação Sem Desconto resultou na exoneração do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e na prisão de operadores do esquema. O escândalo também levou à saída do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi. Apesar das investigações em curso, relatos de descontos indevidos já eram comuns durante o governo anterior, evidenciando a gravidade do problema.
Entre na conversa da comunidade