- O Senado dos Estados Unidos iniciou uma maratona de votação sobre um projeto de lei de política doméstica proposto pelo presidente Donald Trump.
- A votação começou após um fim de semana de negociações, com resistência de alguns republicanos em relação às mudanças no Medicaid.
- O projeto pode aumentar o déficit em quase $3,3 trilhões e inclui cortes significativos em programas de assistência social.
- O líder da maioria no Senado, John Thune, espera que os republicanos consigam os votos necessários para aprovar a proposta.
- Os cortes no Medicaid podem resultar em 11,8 milhões de pessoas sem cobertura de saúde até 2034, segundo análise do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO).
O Senado dos Estados Unidos iniciou uma maratona de votação sobre um extenso projeto de lei de política doméstica proposto pelo presidente Donald Trump. A sessão começou após um fim de semana de negociações intensas, com resistência de alguns republicanos em relação às mudanças no Medicaid. O projeto, que pode aumentar o déficit em quase $3,3 trilhões, inclui cortes significativos em programas de assistência social.
Durante a votação, o líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que espera que os republicanos consigam os votos necessários para aprovar a proposta. A sessão de votação, conhecida como “vote-a-rama”, permite que os senadores apresentem emendas e façam ajustes de última hora. Os democratas, por sua vez, estão focados em criticar os cortes no Medicaid e em outros programas de assistência, como o SNAP.
Os cortes propostos no Medicaid são históricos, com a versão do Senado prevendo uma redução de $930 bilhões no financiamento do programa ao longo de uma década. Isso resultaria em 11,8 milhões de pessoas a mais sem cobertura de saúde até 2034, segundo análise do CBO. O projeto também impõe requisitos de trabalho para adultos que desejam manter seus benefícios, uma mudança significativa na política do programa.
A votação ocorre em um prazo apertado, com Trump exigindo que o Congresso entregue a proposta até o Dia da Independência. No entanto, se aprovada no Senado, a medida ainda precisará passar pela Câmara dos Representantes. A divisão entre os republicanos é evidente, com alguns membros expressando preocupações sobre o impacto das mudanças no Medicaid e na saúde pública.
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