José Miguel Castro, uma testemunha importante no caso de corrupção que envolve as construtoras Odebrecht e OAS e a ex-prefeita de Lima, Susana Villarán, foi encontrado morto em sua casa no último domingo. Ele estava sob prisão domiciliar e colaborava com a Justiça. Sua morte acontece poucos dias antes do julgamento de Villarán, marcado para 23 de setembro. Castro era considerado a segunda pessoa mais relevante no caso, atrás apenas de Villarán, e seu depoimento era aguardado pelo Ministério Público. Villarán enfrenta acusações de ter recebido mais de 10 milhões de dólares em pagamentos ilegais e pode pegar 29 anos de prisão. Ela admitiu que as construtoras financiaram sua campanha, mas disse que o valor foi menor do que o apontado pela procuradoria.
Uma testemunha-chave no caso de corrupção que envolve as construtoras Odebrecht e OAS, durante o mandato da ex-prefeita de Lima, Susana Villarán, foi encontrada morta em sua residência no último domingo (29). José Miguel Castro, ex-gerente municipal, colaborava com a Justiça e estava sob prisão domiciliar. Sua morte ocorre a poucos dias do julgamento de Villarán, agendado para 23 de setembro.
Castro foi encontrado sem vida em sua casa no distrito de Miraflores. O procurador da “Operação Lava Jato” no Peru, José Domingo Pérez, afirmou que Castro era a segunda pessoa mais importante no caso, após Villarán. O Ministério Público esperava seu depoimento, uma vez que ele havia se submetido a um processo de colaboração eficaz. Castro também era um dos acusados no caso.
Em 2022, o Ministério Público solicitou uma pena de 29 anos de prisão para Villarán, que enfrenta acusações de formação de organização criminosa, recebendo mais de 10 milhões de dólares em pagamentos ilegais de Odebrecht e OAS. As acusações incluem associação ilícita, conluio e lavagem de ativos. Villarán, de 75 anos, está em liberdade vigiada desde maio de 2021.
A ex-prefeita admitiu em 2019 que as construtoras financiaram uma campanha contra a revogação de seu mandato, mas alegou que o valor foi de quatro milhões de dólares, discrepante dos 10 milhões mencionados pela procuradoria. O ex-chefe da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, confirmou que a empresa contribuiu para a campanha para proteger suas obras na cidade.
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