O Senado dos EUA começou a votar um projeto de lei econômico do presidente Donald Trump, que propõe cortes de impostos e aumento de gastos em defesa e segurança. Esse projeto pode aumentar a dívida nacional em 3,3 trilhões de dólares em dez anos. Há resistência, até entre os republicanos, devido aos cortes em programas sociais e saúde, além de mudanças que exigem que beneficiários do Medicaid provem que têm emprego. O projeto também corta créditos fiscais para energia limpa, o que pode afetar investimentos em energia renovável. O plano inclui 150 bilhões de dólares a mais para gastos militares e 175 bilhões para segurança na fronteira sul, mas pode limitar o acesso a programas de assistência social para cerca de 3 milhões de pessoas. O Senado deve debater o projeto por até 20 horas, e a votação pode ser apertada, pois os republicanos só podem perder três votos. Se aprovado, o projeto voltará à Câmara dos Representantes para nova votação. A votação é importante para a agenda econômica de Trump, que quer que a lei seja aprovada até 4 de julho.
O Senado dos EUA inicia nesta segunda-feira a votação de um projeto de lei econômico elaborado pelo presidente Donald Trump. O texto, conhecido como “Projeto de Lei Grande e Bonito”, propõe cortes de impostos e aumento de gastos em defesa e segurança, mas pode elevar a dívida nacional em US$ 3,3 trilhões na próxima década.
A proposta enfrenta resistência, inclusive entre os republicanos, devido aos cortes em programas sociais e saúde. O projeto prevê um corte de impostos de aproximadamente US$ 4 trilhões, mas também aumenta impostos sobre universidades e não-cidadãos. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, alertou que a falta de aumento no teto da dívida pode levar os EUA a dificuldades financeiras já em agosto.
Principais Pontos do Projeto
Entre as mudanças significativas, o projeto propõe exigências para beneficiários do Medicaid, que terão que comprovar vínculo empregatício para acesso ao programa. Além disso, cortes em créditos fiscais para energia limpa estão previstos, o que pode impactar investimentos em fontes renováveis. Os democratas criticam a proposta, alegando que ela prejudica os mais pobres para financiar cortes de impostos aos ricos.
O plano também inclui US$ 150 bilhões adicionais para gastos militares e US$ 175 bilhões para reforçar a segurança na fronteira sul. Os cortes em programas de assistência social, como o SNAP, podem afetar cerca de 3 milhões de pessoas, limitando o acesso a cidadãos e residentes permanentes legais.
Debate e Votação
O Senado deve dedicar até 20 horas ao debate, com os democratas utilizando todo o tempo disponível. A votação final pode ser apertada, já que os republicanos podem perder apenas três votos para aprovar o projeto. Caso a proposta seja aprovada, ela retornará à Câmara dos Representantes para nova votação devido às emendas feitas no Senado.
O projeto, que já gerou polêmica entre os senadores, reflete as divisões dentro do partido republicano. O senador Thom Tillis criticou a proposta, afirmando que ela não atende às necessidades dos cidadãos. A votação é um passo crucial para a agenda econômica de Trump, que busca promulgar a legislação até 4 de julho, data da independência dos EUA.
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