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Alcolumbre pressiona por sabatinas de indicados em meio à crise política no Senado

Sabatinas no Senado podem ser adiadas para agosto, com 16 indicações pendentes e falta de consenso sobre os nomes.

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene do Congresso Nacional. Na foto, o presidente do STF, Dias Toffoli, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
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  • A crise entre o Palácio do Planalto e o Congresso aumentou após a derrubada do decreto que elevava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
  • As sabatinas para os indicados às agências reguladoras no Senado podem ser adiadas para depois do recesso parlamentar, que vai de 18 a 31 de julho.
  • Existem 16 indicações pendentes, principalmente nas agências Nacional do Petróleo (ANP) e Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde não há consenso sobre os nomes.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem adiado as sabatinas devido à falta de acordo sobre os indicados pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
  • Diretores interinos ocupam os postos nas agências reguladoras, e as sabatinas devem ser suspensas até o retorno das atividades do Congresso em 1º de agosto.

A crise entre o Palácio do Planalto e o Congresso se intensificou após a derrubada do decreto que aumentava o IOF. Com isso, as sabatinas para os indicados às agências reguladoras no Senado podem ser adiadas para depois do recesso parlamentar, que ocorre de 18 a 31 de julho.

Atualmente, há 16 indicações pendentes, especialmente nas agências ANP e Aneel, onde a falta de consenso sobre os nomes tem dificultado o processo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem adiado as sabatinas desde o início do ano, em parte devido à falta de acordo sobre os indicados pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Alcolumbre e Silveira têm um histórico de desavenças políticas, o que complica ainda mais a situação. Embora a prerrogativa de escolha dos indicados seja do presidente Lula, um acordo anterior com o governo de Jair Bolsonaro delegou essa responsabilidade ao Congresso. A tensão atual reflete uma luta pelo controle do processo de nomeações.

Impasse nas Sabatinas

O impasse nas sabatinas também afeta outras indicações, como as de Verônica Sterman para o Superior Tribunal Militar (STM) e Carlos Brandão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos aguardam a definição das sabatinas, que estão paralisadas devido ao conflito entre Alcolumbre e Silveira.

Entre os nomes controversos, destaca-se Guilherme Sampaio, indicado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nomeação, que se estenderia até 2026, desagrada a Alcolumbre e Pacheco. Além disso, a indicação de Gentil Nogueira para a Aneel também gera divergências, com Alcolumbre apoiando outro nome.

Interesses em Jogo

A ANP é um ponto de interesse crucial, especialmente para Alcolumbre, que busca influenciar as decisões sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial. O senador Otto Alencar (PSD-BA) defende a indicação de Artur Watt Neto, que considera técnica e apropriada, mas Alcolumbre deseja garantir que as vagas não sejam dominadas por indicados do Planalto.

A situação permanece em compasso de espera, com diretores interinos ocupando os postos nas agências reguladoras. A expectativa é que as sabatinas relevantes fiquem suspensas até o retorno das atividades do Congresso em 1º de agosto.

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