- A Polícia Nacional deteve dois homens em Gran Canaria, suspeitos de ciberterrorismo.
- Os detidos, nascidos em 2006, são acusados de divulgar ilegalmente dados pessoais de milhares de pessoas, incluindo o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, e vários ministros.
- As investigações começaram após um relatório apresentado à Audiencia Nacional, que revelou a divulgação de informações em um chat do Telegram com mais de 90 mil usuários.
- Os suspeitos compartilharam dados pessoais de sete ministros e promoveram uma ferramenta para busca em bases de dados, utilizando hashtags como #noalacorrupcion e #sanchezdimision.
- A Audiencia Nacional assumiu a investigação, considerando a divulgação massiva de dados como possível ato de terrorismo, conforme a reforma do Código Penal de 2015.
Agentes da Comisaría General de Información (CGI) da Polícia Nacional detiveram, nesta terça-feira, em Gran Canaria, dois homens nascidos em 2006. Eles são suspeitos de ciberterrorismo e de divulgar ilegalmente dados pessoais de milhares de pessoas, incluindo o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, e vários ministros.
As investigações começaram há duas semanas, quando a polícia apresentou um relatório à Audiencia Nacional. O documento indicava que, em um chat do Telegram com mais de 90 mil usuários, os suspeitos, identificados pelos pseudônimos @akkaspace e @Pakito, compartilharam informações pessoais de sete ministros, incluindo a ministra da Fazenda, María Jesús Montero.
Detalhes das Filtrações
Após a primeira divulgação, uma segunda filtragem ocorreu, afetando outros membros do governo, como o ministro da Presidência, Félix Bolaños, e a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz. Informações de 300 filiados do PSOE também foram expostas. Uma terceira filtragem foi registrada em um chat menor, onde dados de Sánchez e de outros nove ministros foram novamente divulgados.
Os suspeitos não apenas compartilharam dados pessoais, mas também promoveram uma ferramenta que permitia a busca em bases de dados, oferecendo acesso rápido a informações. As postagens continham hashtags como #noalacorrupcion e #sanchezdimision, além de ameaças de novas divulgações.
Investigação Judicial
A Audiencia Nacional assumiu a investigação, considerando que a divulgação massiva de dados pode ser classificada como terrorismo, conforme a reforma do Código Penal de 2015. A legislação prevê que ataques cibernéticos com o objetivo de subverter a ordem constitucional ou desestabilizar instituições podem ser enquadrados como tal.
Os registros nas residências dos detidos estão em andamento, e a polícia continua a investigar a extensão das divulgações e as possíveis implicações para a segurança nacional.
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