- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando em 1º de julho de 2025, que reverte as medidas de flexibilização do turismo e das transações financeiras com Cuba, anteriormente implementadas por Joe Biden.
- A nova política proíbe viagens de turismo dos EUA para Cuba, permitindo apenas viagens educacionais e humanitárias.
- Trump restabeleceu Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo e impôs restrições severas às transações financeiras com entidades militares cubanas, como o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa).
- As transações financeiras com entidades controladas pelo Exército cubano estão proibidas, exceto em casos que beneficiem os interesses dos EUA ou apoiem o povo cubano.
- O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, criticou as novas medidas, afirmando que elas agravam a situação econômica da ilha e violam os direitos humanos da população cubana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando nesta segunda-feira (1º) que estabelece uma política rigorosa em relação a Cuba, revertendo as medidas implementadas pelo ex-presidente Joe Biden. A nova diretriz proíbe o turismo dos EUA na ilha e reforça o embargo econômico, conforme anunciado pela Casa Branca.
Com a nova política, os cidadãos americanos não poderão viajar a Cuba para lazer, embora viagens educacionais e humanitárias ainda sejam permitidas. Trump, que é um crítico contundente do regime cubano, também restabeleceu Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo, uma decisão que Biden havia revogado. O memorando também impõe restrições severas às transações financeiras com entidades militares cubanas, como o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa).
Detalhes das Novas Restrições
O documento determina que as transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelo Exército cubano estão proibidas, exceto em casos que beneficiem os interesses dos EUA ou apoiem o povo cubano. Além disso, a Casa Branca anunciou que a proibição de turismo será rigorosamente aplicada, com auditorias regulares e a obrigatoriedade de manter registros de todas as transações relacionadas a viagens por pelo menos cinco anos.
Trump também reafirmou sua oposição à política “pés molhados, pés secos”, que permitia a entrada de imigrantes cubanos nos EUA assim que chegassem ao território americano. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, criticou o memorando, chamando-o de “ato criminoso” que agrava a situação econômica da ilha e viola os direitos humanos da população cubana.
Reações e Implicações
A nova política de Trump é vista como um retorno a uma abordagem mais dura em relação a Cuba, que já dura mais de seis décadas. O chanceler cubano destacou que as medidas dos EUA são um obstáculo significativo ao desenvolvimento do país. A Casa Branca, por sua vez, defende que as novas diretrizes visam garantir a conformidade com as leis americanas e apoiar a população cubana em sua busca por liberdade e direitos humanos.
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