- Irmã Aline Ghammachi, ex-abadessa mais jovem da Itália, foi afastada após uma denúncia anônima de manipulação e maltrato a outras religiosas.
- O Vaticano iniciou investigações, mas a denúncia não apresentou assinaturas ou provas documentais.
- A freira contesta as acusações na Justiça italiana, alegando que a denúncia foi feita por uma freira em conluio com outras.
- Irmã Aline afirma ter provas de comportamento inadequado de uma das denunciantes, incluindo acesso a sites pornográficos.
- Uma perícia financeira não encontrou irregularidades em sua gestão, e ela também denunciou o abade geral por assédio moral e sexual.
Irmã Aline Ghammachi, a ex-abadessa mais jovem da Itália, foi afastada após uma denúncia anônima que a acusava de manipulação e maltrato a outras religiosas. O Vaticano iniciou investigações em resposta à carta, que não apresentava assinaturas ou provas documentais.
A denúncia, recebida em 9 de janeiro de 2023, levou a uma série de fiscalizações no mosteiro de Vittorio Veneto, onde Irmã Aline vivia com 18 monjas. A ex-abadessa contesta as acusações na Justiça italiana, alegando que a denúncia foi orquestrada por uma freira responsável pelas noviças, em conluio com outras três religiosas.
Irmã Aline afirma ter provas que indicam comportamento inadequado de uma das denunciantes, incluindo prints e vídeos que mostram acesso a sites de conteúdo pornográfico em dispositivos da comunidade. Além disso, ela foi investigada por suposto desvio de recursos, mas uma perícia financeira não encontrou irregularidades em sua gestão.
O afastamento de Irmã Aline ocorreu em um momento crítico para a Igreja, coincidentemente no dia da morte do Papa Francisco. A intervenção foi realizada por uma madre enviada de Roma, e a ex-abadessa não teve direito a recorrer em primeira instância, devido à falta de liderança no dicastério responsável pelos institutos de vida consagrada.
Diante da situação, Irmã Aline e suas companheiras recorreram à segunda instância da Justiça eclesiástica. Além das acusações que enfrenta, ela também denunciou o abade geral, Mauro Giuseppe Lépori, por assédio moral e sexual.
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