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Haddad propõe corte de R$ 15 bilhões em gastos tributários para 2025

Governo Lula planeja cortar R$ 15 bilhões em gastos tributários e aumentar o IOF para alcançar metas fiscais de 2025 e 2026.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)
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  • O governo Lula planeja cortar R$ 15 bilhões em gastos tributários e aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
  • A medida visa equilibrar o orçamento e atender às metas fiscais para 2025 e 2026.
  • O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a necessidade de revisar incentivos fiscais e modernizar a tributação.
  • O governo já implementou bloqueios no Orçamento superiores a R$ 15 bilhões para manter o ajuste fiscal.
  • Haddad aguarda a “sensibilidade do Congresso” para discutir propostas pendentes, incluindo a regulamentação de supersalários e ajustes na previdência dos militares.

O governo Lula anunciou um plano para cortar R$ 15 bilhões em gastos tributários e aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), conforme declarado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A medida visa equilibrar o orçamento e atender às metas fiscais para 2025 e 2026. Haddad destacou a importância de revisar incentivos fiscais e modernizar a tributação, especialmente com a Medida Provisória 1.303/25, que busca atualizar a tributação sobre investimentos financeiros e ativos virtuais.

Durante uma entrevista ao Valor Econômico, o ministro explicou que, inicialmente, o governo pretendia um corte de R$ 40 bilhões, mas a proposta não avançou no Congresso. Agora, a estratégia é focar em gastos tributários infraconstitucionais, preservando benefícios constitucionais. Haddad enfatizou que o governo está aberto ao diálogo com o Legislativo, que ainda não apreciou oito propostas de redução de gastos primários, incluindo a regulamentação de supersalários e ajustes na previdência dos militares.

Diálogo com o Congresso

Haddad também comentou sobre a relação com o Congresso, mencionando que a polarização social é um tema relevante. Ele afirmou que o governo defende não apenas os mais pobres, mas 90% da população que paga impostos. O ministro aguarda a “sensibilidade do Congresso” para discutir as condições políticas necessárias para avançar nas propostas.

Além disso, Haddad observou que o governo já implementou bloqueios no Orçamento superiores a R$ 15 bilhões para manter a trajetória de ajuste fiscal. A meta de superávit primário de 0,25% do PIB em 2026 continua sendo uma prioridade. O ministro reiterou a necessidade de um diálogo construtivo com os parlamentares para encontrar soluções estruturais e evitar complicações no Orçamento público.

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