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Lula defende justiça social e descarta possibilidade de aumento de impostos

Lula propõe mudanças no IOF e defende justiça fiscal, enquanto AGU busca apoio do STF para manter alíquotas elevadas.

Galípolo está comendo o prato que recebeu, disse Lula, sobre os juros a 15% ao ano (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu mudanças nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) durante o lançamento do Plano Safra Empresarial no Palácio do Planalto.
  • Lula afirmou que as alterações não aumentam a carga tributária e que a proposta busca uma tributação mais justa.
  • Ele criticou a renovação da desoneração da folha de salários de 17 setores, questionando seus benefícios.
  • A Advocacia Geral da União (AGU) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o decreto que eleva as alíquotas do IOF, citando riscos de contingenciamento.
  • Lula também expressou críticas à taxa Selic, atualmente em 15%, mas demonstrou confiança na capacidade do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de realizar ajustes na política monetária.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira, 1, a necessidade de mudanças nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), enfatizando que essas alterações não implicam em aumento da carga tributária. Durante o lançamento do Plano Safra Empresarial no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a proposta visa uma tributação mais justa. “Vocês vão perceber que a carga tributária é menor que em 2011”, destacou.

O presidente criticou a renovação da desoneração da folha de salários de 17 setores, questionando os benefícios dessa medida. “Essa desoneração foi feita a troco de quê? O que ganha? Vão garantir emprego? Aumento de salário?”, indagou. A defesa da justiça social como base para as mudanças tributárias já havia sido abordada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um dia antes.

Ação da AGU

A Advocacia Geral da União (AGU) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o decreto que eleva as alíquotas do IOF. O governo argumenta que a medida é necessária para evitar riscos de contingenciamento. Lula também criticou a taxa Selic, atualmente em 15%, mas expressou confiança de que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fará ajustes na política monetária quando as condições permitirem. “O Galípolo está comendo o prato que recebeu, mas certamente vai trocar”, afirmou.

O presidente acredita que a inflação está em queda e que o dólar já apresenta uma tendência de baixa. Essas declarações refletem a estratégia do governo em promover uma reforma tributária que priorize a equidade fiscal e a justiça social, enquanto busca estabilizar a economia.

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