- O coronel Marcelo Câmara prestou depoimento à Polícia Federal em Brasília no dia 1º de julho.
- Ele negou ter tentado interferir na delação do tenente-coronel Mauro Cid.
- Câmara afirmou que não teve conversas com Cid para obstruir a Justiça e que cumpriu todas as medidas do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Seus advogados destacaram que o depoimento foi uma oportunidade para reafirmar sua inocência.
- Câmara está preso preventivamente desde que seu advogado apresentou mensagens que contestam o acordo de colaboração de Cid.
O coronel Marcelo Câmara prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira, 1º, em Brasília, onde negaram tentativas de interferir na delação do tenente-coronel Mauro Cid. Câmara, que está preso preventivamente, afirmou que não teve conversas com Cid, nem diretamente nem por intermediários, para obstruir a Justiça.
Durante o depoimento, o coronel reafirmou que cumpriu todas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Seus advogados, Mario Papaterra Limongi e Gustavo Neno Altman, destacaram que a oitiva foi uma oportunidade para reiterar a inocência de Câmara em relação às acusações. “Ele nunca procurou Mauro Cid para tratar de sua delação”, informaram os defensores.
Câmara está detido desde que seu advogado, Eduardo Kuntz, apresentou ao STF mensagens que supostamente trocou com Cid. Essas mensagens foram utilizadas para contestar o acordo de colaboração do tenente-coronel. O inquérito foi aberto pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar possíveis tentativas de obstrução de Justiça.
Acusações e Defesas
Além de Câmara, outros advogados, como Paulo Amador Cunha Bueno e Fábio Wajngarten, também prestaram depoimento. Mauro Cid alega que esses advogados tentaram contatar sua família para obter informações sobre o acordo de colaboração, o que poderia interferir nas investigações em andamento.
Os desdobramentos desse caso seguem em análise, enquanto Câmara aguarda uma decisão sobre seu pedido de soltura.
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