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Moraes rejeita solicitação de advogado de Bolsonaro para evitar depoimento à PF

Ministro Alexandre de Moraes mantém depoimento de advogado em investigação sobre possível interferência na delação de Mauro Cid.

Advogado Paulo Cunha Bueno, após depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal (Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo/22-02-2024)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido do advogado Paulo Amador Cunha Bueno para ser dispensado de seu depoimento à Polícia Federal.
  • O depoimento está agendado para esta terça-feira e faz parte de uma investigação sobre uma suposta tentativa de interferência na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor de Jair Bolsonaro.
  • Bueno alegou que não buscou informações sobre a delação e não tentou assumir a defesa de Cid.
  • Moraes afirmou que não cabe ao requerente decidir sobre a forma do ato investigativo.
  • A investigação também envolve Marcelo Câmaro e Eduardo Kuntz, suspeitos de tentativas de interferência na delação de Cid.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido do advogado Paulo Amador Cunha Bueno para ser dispensado de seu depoimento à Polícia Federal (PF). O depoimento está agendado para esta terça-feira e faz parte de uma investigação sobre uma suposta tentativa de interferência na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor de Jair Bolsonaro.

Na petição apresentada ao STF, Bueno alegou que não buscou informações sobre a delação de Cid e que não tentou assumir sua defesa. No entanto, Moraes afirmou que não cabe ao requerente decidir sobre a forma do ato investigativo, justificando a rejeição do pedido. A decisão ocorre após a família de Mauro Cid relatar abordagens de Bueno e de Fabio Wajngarten, ex-assessor de Bolsonaro.

Detalhes da Investigação

A investigação envolve Marcelo Câmaro e Eduardo Kuntz, que são suspeitos de tentativas de interferência na delação de Cid. A mãe de Mauro Cid, Agnes Barbosa Cid, relatou ter sido abordada por Kuntz e Bueno durante um evento de hipismo em São Paulo. Ela expressou preocupação com a situação, embora os advogados não tenham questionado sobre a delação, mas sim se oferecido para defender Cid.

Em sua defesa, Bueno confirmou o encontro, mas o descreveu como “casual e breve”. Ele afirmou que Agnes o procurou para agradecer pela ajuda na inscrição de sua neta na competição. O advogado enfatizou que a conversa foi amigável e não envolveu discussões sobre a delação, que só seria homologada no mês seguinte.

Implicações Legais

A decisão de Moraes de manter o depoimento de Bueno ressalta a gravidade da investigação em curso. A possibilidade de interferência em delações premiadas é um tema sensível no cenário político brasileiro. A continuidade das investigações pode trazer novos desdobramentos e implicações para os envolvidos, especialmente para Jair Bolsonaro, que já enfrenta outros desafios legais.

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