- Hélio Menezes não é mais o diretor do Museu Afro Brasil, em São Paulo.
- Sua demissão foi anunciada após um post nas redes sociais, onde ele afirmou que a situação interna do museu se tornara “impossível”.
- Menezes criticou a falta de transparência e a desconexão da liderança negra na instituição.
- O museu confirmou dificuldades em equilibrar as expectativas de Menezes com as limitações orçamentárias.
- Dois membros do conselho, Wellinton Souza e Rosana Paulino, também deixaram seus cargos em meio a um impasse nas negociações.
Hélio Menezes não é mais o diretor do Museu Afro Brasil, em São Paulo. A saída ocorreu após sua declaração nas redes sociais, onde afirmou que a situação interna do museu se tornara “impossível”. Menezes criticou a falta de transparência e a desconexão da liderança negra na instituição, que foi fundada pelo escultor Emanoel Araújo.
Em seu post, o ex-diretor denunciou estruturas de decisão que, segundo ele, são moldadas pela informalidade e pelo personalismo, além de serem compostas por indivíduos distantes da diversidade que o museu deveria representar. A instituição confirmou que a demissão de Menezes se deu em meio a dificuldades para equilibrar as expectativas do diretor com as limitações orçamentárias.
Dois membros do conselho, Wellinton Souza e a artista Rosana Paulino, também deixaram seus cargos. O museu, em comunicado à Folha de São Paulo, afirmou que a saída de Menezes foi resultado de um impasse nas negociações. Além disso, a instituição reprovou os ataques pessoais feitos por Menezes ao presidente do conselho.
Menezes assumiu a direção do Museu Afro Brasil em 2024, menos de dois anos após a morte de Araújo. Ele destacou, na época, que a instituição era a mais interessante do país, com aquisições e exposições únicas. Antes de sua nomeação, atuou como curador no Centro Cultural São Paulo e participou de projetos significativos, como a Bienal de São Paulo em 2023.
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